Varejo baiano fatura R$ 233 bilhões em 2025 e espera crescimento de 2,5% este ano

Redação
29/01/2026 12:00
Fotos: Divulgação FecómercioBa

O setor varejista da Bahia registrou um faturamento de R$ 233 bilhões em 2025, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (29) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (FecomércioBa). O crescimento foi de 1,5% em relação ao ano anterior. O mercado de trabalho aquecido, a inflação em queda e a tendência de redução da taxa de juros apontam para um cenário também positivo em 2026, com a expectativa de incremento de 2,5%.

Guilherme Dietze

“Estas condicionantes positivas nos levam a crer que teremos crescimento este ano, o que aponta para um momento de oportunidades para o varejo”, destacou o economista Guilherme Dietze, consultor econômico da FecomércioBa, que apresentou os dados aos presentes, durante o evento “Perspectivas econômicas e reforma tributária”, realizado pela entidade na Casa do Comércio.

Dietze enfatizou, no entanto, que o crescimento no varejo baiano em 2025 apresentou indicadores diferentes entre os segmentos. Os destaques ficaram por conta de farmácias (+7,7%), veículos (+2,9%) e supermercados (+2,6%). Por outro lado, segmentos como vestuário (-5,5%), móveis (-5%) e eletros (-1,4%) apresentaram declínio no faturamento.

“Os indicadores para 2026 levam em tendências que apontam para o pleno emprego, inflação em baixa, queda na taxa de juros, oferta de crédito e PIB de 2%. O desemprego na Bahia caiu para 8,5%, percentual que chegou a 21% em 2020. E é importante salientar que a massa de rendimento dos trabalhadores baianos cresceu de forma substancial, chegando a R$14,6 bilhões, volume que, em 2024, era de R$13,2 bilhões”, destacou o economista. Ele citou ainda que houve queda no número de famílias com dívidas em atraso, hoje em 25%.

Com a confirmação da equação projetada, a expectativa é que, em 2026, o faturamento do varejo baiano passe dos R$240 milhões, com incremento de 2,5%.

BRASIL

Fábio Bentes

Presente no evento, o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, afirmou que a percepção de melhora em 2026 deve ocorrer de forma gradual. Ele lembrou que o Copom já apontou para o início da redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, com projeção de 12,25% até o final do ano.

Bentes ratificou que a percepção é de um ano positivo, sinalizado por alguns indicadores. “A confiança do empresariado está aumentando e nossa expectativa, em nível nacional, é que o varejo possa crescer próximo de 4%”, disse.

O gerente da CNC falou sobre as expectativas com a reforma tributária, apontando o impacto em alguns setores, e enfatizou a importância do acordo Mercosul/União Europeia, que envolverá 720 milhões de consumidores dos dois blocos, e deverá, segundo ele, ter impacto direto positivo no PIB, inflação, investimentos, ganhos de produtividade e empregos no Brasil.