Setor de mineração na Bahia fatura R$4,3 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 7%

Redação
16/04/2026 12:00

A indústria mineral baiana registrou faturamento de R$4,3 bilhões primeiro trimestre de 2026. Os dados, apresentados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), apontam um aumento de 7% em relação aos três primeiros meses do ano passado. É o terceiro maior volume do País, atrás apenas de Minas Gerais e Pará.

Em todo o Brasil, o setor registrou faturamento de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre o primeiro trimestre de 2025, e arrecadou R$ 26,9 bilhões em tributos e taxas, com avanço de 5,5%, e alcançou 230 mil empregos diretos.

O minério de ferro seguiu como principal produto da indústria mineral, com R$ 37,5 bilhões em faturamento no primeiro trimestre, apesar de queda de 3% na comparação anual. Em seguida aparecem minério de ouro, com R$ 13,5 bilhões e alta de 45%, e minério de cobre, com R$ 10,3 bilhões e avanço de 28%. Granito somou R$ 1,78 bilhão, com recuo de 3%. Calcário dolomítico registrou R$ 1,62 bilhão, queda de 7%. Bauxita alcançou R$ 1,52 bilhão, baixa de 4%.

Minas Gerais liderou o faturamento por estado, com R$ 29,9 bilhões e alta de 0,4%; seguido por Pará, com R$ 27,4 bilhões e avanço de 12%; Bahia, com R$ 4,3 bilhões e alta de 7%; Goiás, com R$ 2,7 bilhões e recuo de 14%, Mato Grosso, com R$ 2,6 bilhões e avanço de 21%; e São Paulo, com R$ 2,5 bilhões e queda de 5%. Os demais estados somaram R$ 8,5 bilhões.

O estudo mostra ainda exportações minerais de US$ 11,4 bilhões, com crescimento de 21,5%, e de 87,9 milhões de toneladas, alta de 0,9%. As importações minerais somaram US$ 2,1 bilhões, avanço de 29%, e 10 milhões de toneladas, alta de 15,1%. A indústria mineral brasileira correspondeu a US$ 9,29 bilhões do saldo da balança comercial do país, o equivalente a 66% do superávit brasileiro no período, de US$ 14,17 bilhões.

Tributos

A arrecadação de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) somou R$ 1,98 bilhão no trimestre, alta de 1,3%. Por substância, o minério de ferro respondeu por R$ 1,305 bilhão, seguido por minério de cobre, com R$ 208 milhões, minério de ouro, com R$ 203 milhões, bauxita, com R$ 44 milhões, e outras substâncias, com R$ 223 milhões. Minas Gerais liderou a arrecadação de CFEM por estado, com R$ 876 milhões; seguido por Pará, com R$ 790 milhões; Bahia, com R$ 72 milhões; Goiás, com R$ 50 milhões; Mato Grosso, com R$ 41 milhões; e outros estados, com R$ 152 milhões.