
O Governo baiano, através da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgou nota técnica com análise sobre os possíveis impactos para a economia do estado com a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025. A estimativa é de uma queda de U$ 643,5 milhões (R$ 3,5 bilhões) no volume total de exportações da Bahia. Considerando não haver compensação com outros mercados internacionais, pode ocorrer influenciar no Produto Interno Bruto (PIB) do estado na ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38%).
“A decisão do governo norte-americano, justificada por uma suposta relação comercial injusta, ocorre em um momento em que o Brasil registrava recordes de exportações para os Estados Unidos, tornando o impacto ainda mais relevante”, comenta o diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Armando Castro. Segundo ele, a Bahia possui uma pauta comercial diversificada com os Estados Unidos, que figura como um dos principais destinos de suas exportações, atingindo 8,3% do total comercializado internacionalmente pelo estado no primeiro semestre de 2025”.
FORÇA DA CHINA
A Bahia tem a China como principal parceiro comercial desde 2012, e os Estados Unidos ocupam a terceira posição. Em 2024, a China representou 28,2% das vendas externas do estado, enquanto no primeiro semestre de 2025 esse percentual foi de 23,6%. Já os EUA responderam com 7,4% do destino total das exportações baianas em 2024 e com 8,3% no primeiro semestre de 2025.
Os principais setores exportadores para os Estados Unidos são: Papel e Celulose com 25,3% de participação, Químicos e Petroquímicos com 23,5%, Borracha e suas Obras (inclui pneus) com 11,8%, Metalúrgicos com 8,2%, Frutas com 8,1%, Cacau e derivados com 7,1% e Petróleo com 5%. Estes segmentos respondem juntos por 89% das exportações da Bahia para os EUA.
A interpretação é de que o aumento dos preços impostos pela nova tarifação reduzirá, na média, em 13,2% as exportações dos produtos básicos e em 85,7% as exportações dos produtos industrializados. Considerando os valores das exportações no ano de 2024, o impacto da tarifação seria de uma redução de US$ 643,5 milhões nas exportações baianas para os EUA, sendo de US$ 20,3 milhões nas exportações de produtos básicos e de U$ 623,2 milhões nas exportações de produtos industrializados.











