A Refinaria de Mataripe encerrou o ano de 2024 com uma marca histórica na produção de Querosene de Aviação (QAV). A empresa ultrapassou os 607 mil metros cúbicos (m³) desse combustível, que abastece aviões e helicópteros equipados de turbina a jato, turboélices ou turbo-fans. O resultado da Acelen é 60% maior que os 383 mil m³ obtidos em 2023.
“Nosso investimento na recuperação e revitalização do nosso complexo industrial trouxe maior segurança e produtividade, além da implementação da transformação digital e da tecnologia da indústria 4.0, o que permitiu ampliarmos nossa produção de refinados e a eficiência operacional,” Afirmou Celso Ferreira, vice-presidente de Operações da Acelen.
A empresa informou que busca aliar o consumo consciente à eficiência operacional, sendo este um dos objetivos perseguidos pela Refinaria de Mataripe, desde o início da gestão da Acelen, há três anos. Ano passado, por exemplo, a unidade teve seu melhor resultado histórico em eficiência hídrica. O consumo total de água da Refinaria de Mataripe reduziu em 29%, quando comparado dezembro de 2021 com dezembro de 2024. Essa economia corresponde a 4,7 bilhões de litros.
Em 2024, a empresa também apresentou redução expressiva no consumo de energia: menos 7% do consumo total por barril processado. Por ano, isso é superior ao consumo residencial de eletricidade de todo o estado de Roraima (636 mil habitantes) – e uma economia que ultrapassa R$ 100 milhões nos custos de energia e gás natural (matéria-prima), apenas em 2024.
“Baixamos em 37% o custo absoluto de energia, fomos de R$ 2,05 bilhões/ano em 2022 para R$1,30 bilhões/ano em 2024. Também reduzimos 46% os custos energéticos (US$/bbl), somando melhoria técnica, gestão de contratos de fontes energéticas e fatores externos como câmbio e Brent”, explica Celso.
Além disso, a Refinaria de Mataripe conseguiu emitir menos 54% de gases ao flare e ao meio ambiente, desde que a Acelen assumiu o ativo. “Em 2024, tivemos o melhor resultado histórico com uma redução de 14% em relação à meta do ano de emissão para o flare (MGT). Também reduzimos em 81% a emissão de enxofre em relação a 2022 e alcançamos o nosso recorde com uma redução de 67% na meta do ano para este item”, destaca o executivo.








