
Um dos acordos bilaterais de entendimento assinados entre a China e o Brasil, durante a visita liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático, está o da Ferrovia Bioceânica. Uma vez finalizada, ela interligará os Portos de Ilhéus (BA) e de Chancay, no Peru. Serão 3 mil quilômetros de conexão.
De acordo com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a Ferrovia é um dos projetos brasileiros prioritários para a China, e foi objeto de negociações. A parceria com os chineses, segundo ela, está avançando.
O trajeto da ferrovia passará por regiões-chave do agronegócio brasileiro, incluindo o Matopiba, a área de fronteira entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, seguindo até Ilhéus. A intenção é conectar a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), atualmente em execução, com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), unindo-as ao Peru.
“Isso representa uma revolução. Quando esse projeto se concretizar, transformaremos todo o cenário econômico do Brasil. Estamos levando desenvolvimento a uma região atualmente considerada a mais rica devido à qualidade de seu solo e agronegócio, mas que carece de infraestrutura”, afirmou Simone Tebet.
A criação da Ferrovia é uma alternativa ao Canal do Panamá, pela China, diante das imposições do presidente americano, Donald Trump, de retomar o controle do canal. A ferrovia será uma alternativa para escoamento da produção tanto chinesa quanto brasileira àquele país, via Porto de Chancay, no Peru. “Não há investimento privado nacional suficiente; precisamos de capital estrangeiro. Atualmente, quem possui os recursos necessários é a China, tanto no setor privado quanto no público”, afirmou a ministra Tebet.









