
As vantagens da produção e expansão da produção de umbu gigante na Bahia, produto típico da região do semiárido baiano, foram debatidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) durante Dia do Campo realizado em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O evento, na Fazenda Experimental Pedra Mole, reuniu dezenas de produtores da região, interessados em aproveitar a variedade do umbu como oportunidade de diversificar a cultura, agregar valor à produção e garantir mais renda.
Uma das principais vantagens do umbu gigante é o tamanho, equivalente a três frutos do tipo tradicional. Além da maior quantidade da polpa, que pode ser transformada em produtos de alto valor agregado como doces e bebidas, também tem maior valor de mercado: o quilo hoje é comercializado a partir de R$ 15, contra R$ 10 do “litro” do fruto comum. Dentro do umbu gigante ainda há a modalidade premium, com cada fruto tendo mais de 130g.
O tipo surgiu por seleção natural, ou seja, não foi desenvolvido em laboratório. O cultivo é feito via enxerto e o ideal é realizar o plantio no período chuvoso, para melhor crescimento e armazenamento de água nas raízes, por meio de tubérculos. Com isso, torna-se mais resistente ao período de seca, comum do semiárido.
O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, ressaltou a importância do acordo de cooperação técnica, assinado pela pasta e pelo município no ano passado, para a disseminação da cultura em outras cidades baianas. “Estamos trabalhando para a criação de jardins clonais em outros municípios, a partir da experiência de Conquista, fazendo com que o umbu gigante seja uma cultura na qual todos os produtores possam ter mais uma fonte de renda com lucratividade, além de mostrar para o país e para o mundo essa maravilha do Nordeste brasileiro”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, salientou que o interesse do município, por essa variedade de umbu, vem das condições locais ideais para o cultivo do fruto. “Mais da metade do território de Vitória da Conquista está no semiárido, terreno propício para o umbu. Aqui na Fazenda Experimental estamos ampliando o viveiro para dobrar a produção de mudas, que atualmente é de cinco mil por ano, e estamos estimulando os produtores. Queremos ser o principal produtor de umbu gigante do país e à disposição para ajudar outros municípios, através da cooperação com a Seagri”, completou.








