Produção de café da Bahia deve chegar a quase 4,5 milhões de sacas este ano

Redação
25/09/2026 12:00
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Quarto maior produtor de café do Brasil, a Bahia deve colher, este ano, 4,49 milhões de sacas, segundo dados do 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento de 1,2% foi impulsionado pela regularidade das condições climática, pelo maior investimento em insumos e pela entrada de novas áreas em produção. Do total estimado, 1,19 milhão de sacas são arábica e 3,3 milhões de sacas são de conilon.

O ciclo no estado avançou nos últimos meses, com maturação antecipada em muitas lavouras e evolução importante da colheita, que está em reta final. O cultivo do café arábica no estado se dá nas regiões do Planalto (centro-sul e centro-norte baiano) e no Cerrado, onde há terras de maior altitude em comparação à região de produção do café conilon.

No Cerrado, embora a área destinada à cafeicultura seja menor em comparação ao Planalto, o cultivo é manejado exclusivamente sob irrigação, especialmente pivô central, com alto grau de mecanização, obtendo-se altas produtividades e qualidade de bebida dura, favorecidas por ter estações do ano bem definidas, propiciando intensas floradas. A mecanização agrícola ocorre em todas as etapas do processo de produção.

No quesito qualidade dos grãos, a média também é satisfatória, uma vez que, durante o período de granação e enchimento desses grãos, as condições climáticas foram mais favoráveis, com boas chuvas e temperaturas mais amenas. A produtividade aumentou 0,9% em relação à safra anterior, passando de 43 para 43,3 sacas por hectare, enquanto a área aumentou de 103,2 mil para 103,5 mil hectares

BRASIL

Com 99% da área colhida, a produção brasileira de café para 2026 está estimada em 67,6 milhões de sacas de café beneficiado, uma alta de 19,6% em comparação à safra de 2025. A área em produção de café no país deve crescer 5,1%, sendo estimada em 1,95 milhão de hectares. No caso da produtividade média nacional, a variação positiva chega a 13,8%, saindo de 30,4 sacas por hectares em 2025 para 34,6 sacas por hectare neste ano. Além da influência das condições fisiológicas da planta, o melhor desempenho verificado nas lavouras também se deve ao crescente uso de tecnologias nos manejos pelos cafeicultores e à combinação das condições climáticas mais favoráveis.