
Até o final de 2026, a área plantada de cacau no oeste baiano deve superar os 5 mil hectares, com projeção de mais de 20 mil hectares, até 2030. É estimado que essa expansão represente um incremento de mais de 60 mil toneladas na produção estadual, 50% a mais do que o volume atual. De acordo com o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, o investimento pode chegar a R$ 3,9 bilhões nos próximos 5 anos, apenas em lavouras, com a geração de mais de 4 mil empregos diretos.
As informações foram passadas durante a abertura da quarta edição da Cacauicultura 4.0, maior evento técnico do setor no país, que acontece até sábado (12), com uma programação intensa que contempla palestras, painéis e visitas a campo. Promovido pela Aiba, o encontro é realizado nas cidades de Barreiras e Riachão das Neves, e reúne produtores, pesquisadores, empresas, investidores e representantes públicos em uma imersão de conhecimento, com foco na inovação e nas novas fronteiras da cultura cacaueira no Cerrado da Bahia.

A cerimônia oficial de abertura aconteceu nesta última quinta-feira (10), no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras, e contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; dos prefeitos de Barreiras, Otoniel Teixeira, e de Riachão das Neves, Moab Santana, além de Thiago Guedes, diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), representando o Governo Federal, e outras autoridades civis, políticas e representantes de instituições ligadas ao agro e à pesquisa.
“Quero reafirmar a minha crença e toda minha dedicação para esses pioneiros, que conseguiram trazer o cacau irrigado para o Oeste, onde tem toda uma realidade favorável de terreno e tecnologia; uma região que já comprovou que tem expertise com grãos, com algodão, com fruticultura”, afirmou o governador, ao revelar a expectativa de que a região recoloque a Bahia em uma condição mais permanente na produção do cacau.

“A Cacauicultura 4.0 é uma demonstração clara de como o Oeste da Bahia vem diversificando sua matriz produtiva com inteligência, tecnologia e sustentabilidade. A produção de cacau irrigado que estamos consolidando aqui representa uma nova oportunidade para produtores, investidores e para o desenvolvimento regional como um todo. Esse evento é, acima de tudo, um convite para que o Brasil conheça o potencial transformador do nosso território”, destacou Moisés Schmidt.
O avanço da cacauicultura na região tem transformado o perfil produtivo de municípios como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Formosa do Rio Preto, com expansão prevista para os vales dos rios Corrente e São Francisco. Com pouco mais de sete anos de introdução no Oeste, esse modelo produtivo, aliado ao uso de tecnologia, já supera em até dez vezes a média nacional, com produtividade entre 150 e 250 arrobas por hectare.










