
Segundo maior produtor nacional de algodão, a Bahia fechou a safra 2024/2025 com volume de 843 mil toneladas de pluma, oriundos de 413 mil hectares de lavouras. Segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), houve um crescimento na produção de mais de 19%, mesmo percentual de crescimento da área plantada.
Impulsionada, sobretudo, pelos avanços do algodão irrigado, a Bahia, especialmente o Oeste, registra uma das maiores produtividades do país. Para cada hectare, o estado colheu em média 2041 quilos de algodão beneficiado, número acima do nacional, que foi de 1958 quilos por hectare. O estado representa cerca de 20% de toda a produção nacional de algodão. O maior produtor é o Mato Grosso (70%).
Num ano de clima nem sempre favorável, a tecnologia da irrigação garantiu a estabilidade na produção e ajudou a manter a participação do algodão na matriz produtiva da principal área produtiva do estado, a região Oeste, cujo carro-chefe é a soja. Hoje os pivôs já estão presentes em um terço da área plantada.
A presença da irrigação deve passar de 140 mil, em 2024/2025, para cerca de 150 mil hectares em 2025/2026, fazendo do Oeste da Bahia o grande polo de algodão irrigado do Brasil. No ciclo recém-colhido, a área de algodão plantado em regime de sequeiro foi de 272,5 mil hectares (66%), enquanto o irrigado ocupou 140,6 mil hectares (34%).
“O cultivo irrigado seguirá como o principal fator de sustentação dos bons resultados de produtividade na Bahia, algo que já havia se consolidado neste ciclo. Numa safra desafiadora como a que acabamos de colher, marcada pela falta de chuva em um mês crucial para a formação das maçãs, em março, a irrigação fez muita diferença. Aqui no Oeste, ela é usada apenas quando necessário, no período certo para ‘salvar a lavoura’. E isso é feito com a observância dos processos legais, e respeito ao meio ambiente”, explica a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.










