Produção de algodão na Bahia cresce 10% enquanto a média nacional cai 8,2%

Redação
07/07/2026 12:00
Foto: Abapa/Divulgação

A cotonicultura baiana vive uma transformação estrutural. Com a irrigação se aproximando de 50% da área cultivada, o estado consolida um novo modelo de produção que amplia a estabilidade das lavouras e sustenta a expectativa de uma safra recorde. A Bahia deverá colher 925,2 mil toneladas de pluma na safra 2025/2026, crescimento de cerca de 10% em relação ao ciclo anterior, mesmo em um cenário de retração da produção brasileira.

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), enquanto o Brasil estima colher 3,9 milhões de toneladas de pluma, redução de 8,2% em relação à safra anterior, a Bahia segue em direção oposta. A área plantada passou de 413 mil para 417 mil hectares, crescimento de 1,2%, e a produtividade média deve alcançar 2.214 quilos por hectare, desempenho superior à média nacional, estimada em 1.954 quilos por hectare.

O vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Douglas Orth, atribuiu o desempenho principalmente às condições climáticas favoráveis e à recuperação das lavouras de sequeiro. “No ano passado tivemos grandes problemas com seca na Bahia. Neste ciclo, a parte hídrica ocorreu dentro da normalidade e isso muda completamente o potencial das lavouras. Hoje, acreditamos que muitas áreas de sequeiro poderão produzir tanto quanto, ou até melhor que áreas irrigadas.”

Para o dirigente, os resultados demonstram que a Bahia consolida um novo ciclo de crescimento. “A Bahia está em crescimento. Acredito que vamos conseguir manter essa média e continuar evoluindo”, disse.