Painel sobre deeptechs e mercado é destaque na BTX25

Redação
04/10/2025 12:00
Foto: Darío G Neto/SebraeBa

O painel “Do laboratório ao mercado – caminho dos cientistas para a criação de DeepTechs” foi destaque na tarde desta última sexta-feira (3), na Bahia Tech Experience (BTX25), maior evento de tecnologia e inovação da Bahia, que acontece de 2 a 4 de outubro, no Centro de Convenções Salvador.

Foram painelistas a biomédica que trabalha na Ikenga Wine (EUA) como entrepreneur in residence – estrutura um negócio que está em formação – para lançar vinho de palma no mercado norte-americano, Mariana Silva; a sócia-fundadora e CEO da Puba, uma startup sediada em Feira de Santana (BA), que produz insumos (extratos naturais a partir de espécimes da Caatinga e do Cerrado) para indústrias de cosméticos e para o agronegócio, Taris Maria; e a gerente de Operações e Parcerias da BioMinas – incubadora que investe em startups de bio -Isabela Allende. Elas foram mediadas pelo CEO da N7Ventures, venture builder especializada em deeptech, cujo foco é acelerar a transição de tecnologias científicas do laboratório para o mercado, Adilson Silva.

Adilson Silva indagou às convidadas sobre quais os principais desafios enfrentados pelas startups quando elas buscam evoluir mais rapidamente, saindo do laboratório e chegando ao mercado. A primeira a se pronunciar foi Taris Maria. “Escalar e certificar os produtos são os maiores desafios. Os valores são em torno de R$ 50 mil, R$ 200 mil, por produto. Um valor muito alto para quem está começando”, avaliou.

Para Isabela Allende, os maiores desafios são enfrentados por uma deeptech quando o cientista, após desenvolver determinada tecnologia, tem que aprender a lidar com a gestão do negócio, marketing, área comercial e financeiro. “São problemas que todos que têm que empreender enfrentam, sejam cientistas ou não”, aponta.

“Lançar o produto na Califórnia foi desafiador. Aconselho que, para quem quer montar uma startup, a primeira decisão a ser tomada é saber o que não se deve fazer, depois o importante é não perder o foco. Tem que ter humildade para ser CSO. Não basta ser apenas cientista, tem que entender de gestão, porque existem excelentes cientistas que destroem o time, quando não conseguem comandar a equipe”, enfatiza Marina Silva.

Tauan Reis aponta que quem estiver na BTX25 deve, primeiramente, circular nos estandes das 150 startups. “Tem muito projeto bacana, do interior da Bahia e da capital, das mais diversas áreas, como biotecnologia, impacto social, educação, comércio, serviços, turismo, gestão financeira, indústria, entre outras”, avisa. Outra indicação são os duelos de startups na arena de pitches. Ele também frisa que os visitantes da feira não podem deixar de assistir às palestras da arena de conteúdos, que reúne nesta edição 98 palestrantes e painelistas, abordando os mais diversos temas lincados à tecnologia e à inovação – tais como deeptech, IA, blockchain, criptomoedas, vendas, agronegócio e comércio. (Com informações da Agência Sebrae)