
A Oi Fibra foi vendida para a V.tal, grupo de telecomunicações controlado por fundos do BTG Pactual, numa operação de R$ 5,75 bilhões. A empresa, que pertencia à operadora Oi, que está em recuperação judicial, passará a se chamar Nio. Trata-se da terceira maior provedora de internet fixa do País, com 4 milhões de clientes, ou 8% do mercado. Só fica atrás da Vivo (7,4 milhões) e Claro (10,2 milhões), segundo ranking da Anatel. A receita líquida anual é da ordem de R$ 4,5 bilhões.
A rede de fibra ótica da Nio cobre 22 milhões de endereços, com potencial de atrair mais consumidores. A venda foi concretizada após a Oi perder muitos clientes em meio à recuperação judicial do grupo.
“Queremos ser protagonistas no setor”, afirma o presidente da Nio, Marcio Fabbris. Segundo ele, a empresa vai buscar o crescimento orgânico no curto prazo. “O nosso investimento será em construção de marca e atração de clientes. Passando essa etapa, a Nio será uma empresa sustentável no longo prazo. E nós temos planos ambiciosos de crescimento orgânico”, disse.
A Nio vai buscar ampliar a oferta de serviços digitais, com parceiros na área de streaming de vídeo e a promessa é que não haverá mudanças de preços nesta etapa. A receita média por usuário é de R$ 92 mensais.










