Nova Hidrovia do São Francisco terá gestão da Codeba e transportará 5 milhões de t/ano

Redação
01/07/2025 12:00
Rio São Francisco – Foto: Mpor Divulgação

A retomada da movimentação comercial pelo Rio São Francisco, com a nova hidrovia, deverá fortalecer a logística brasileira de forma econômica e sustentável. Dos 2,8 mil quilômetros de extensão do Velho Chico, 1.371 quilômetros são navegáveis, desde Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). A previsão é que cinco milhões de toneladas de cargas passem pelo trecho logo no primeiro ano da hidrovia, cuja gestão ficará a cargo da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Esse tipo de operação, de transporte pelo rio, não ocorre no Velho Chico desde 2012, em função do assoreamento de trechos desse rio essencial para a integração nacional. “Grandes grupos já manifestaram interesse em fazer essa operação hidroviária. Vamos trabalhar muito nos próximos meses para garantir a execução do projeto, que é fundamental para o fortalecimento da logística brasileira e para o desenvolvimento do país, sobretudo da Região Nordeste”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O Ministério dos Portos e Aeroportos (Mpor) vai passar a gestão da hidrovia, atualmente sob a responsabilidade do Dnit, para a Codeba, que iniciará os estudos técnicos e voltados para a retomada da navegação. Em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Companhia das Docas baiana também realizará estudos para a concessão da Nova Hidrovia do São Francisco.

Arte: Mpor

Etapas

O projeto foi dividido em três etapas. Todas elas preveem integração intermodal, por rodovias e ferrovias, o que contribuirá para aumentar a eficiência logística, promover a sustentabilidade e reduzir custos.

A primeira etapa, com 577 quilômetros de extensão, sendo 525 navegáveis, ligará pelas águas Juazeiro (BA) e Petrolina à Sobradinho (BA) e terminará em Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos (BA).

A segunda etapa terá 156 quilômetros entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá, na Bahia. Já a terceira etapa aumentará a hidrovia em 648 quilômetros e ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora, finalizando a integração Sudeste-Nordeste.

Haverá conexão, através da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a maior do país, e com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), até os Portos de Ilhéus (BA), Porto Sul e Aratu-Candeias.