Minerais críticos e terras raras devem gerar impacto de 10,3% no PIB baiano

Redação
11/08/2026 12:00
Minerais Críticos – Foto: Reprodução/Amcham

A expansão dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras deve adicionar um incremento de até 10,3% no Produto Interno Bruto (PIB) baiano até 2050. É o que aponta um estudo inédito lançado pela Amcham Brasil, que leva em conta os investimentos nos projetos, o aumento da produção mineral, geração de empregos, consumo das famílias e exportações. No cenário apontado, em todo o país, a Bahia fica atrás apenas do Pará (16%), em relação ao impacto a ser gerado no PIB estadual.

Em todo o país, os investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras poderá adicionar R$ 192,1 bilhões ao PIB brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050, segundo o estudo. Além da Bahia e Pará, outros estados se destacam quanto ao impacto esperado: Goiás (10%), Piauí (4%) e Minas Gerais (3,8%).

Segundo informações do relatório do Ministério de Minas e Energia (MME, 2026), os investimentos para o setor de minerais no Brasil totalizam aproximadamente US$ 77 bilhões (R$385 bi) até 2030, sendo US$11,7 bilhões na Bahia, ou cerca de R$60 bilhões.

Planos de negócios selecionados em chamada do BNDES e FINEP compõem os R$ 45,8 bilhões para o processamento e adensamento de cadeias industriais. Os projetos distribuem-se por unidades da federação como Minas Gerais, Pará, Bahia, Goiás e Piauí, com foco em lítio, cobre, níquel, terras raras, grafita e nióbio. Este montante foi atraído por apenas uma chamada pública — que recebeu 124 propostas e selecionou 56 — e demonstra, segundo a Amcham, um forte apetite do mercado e uma sólida demanda reprimida por financiamento no setor.

O planejamento de investimentos em minerais críticos, especificamente, totaliza US$ 20 bilhões, com maior alocação no cobre, de US$ 8,62 bilhões no Pará e na Bahia, seguido por níquel, com US$ 4,74 bilhões no Pará e em Goiás, e ETR, com US$ 2,39 bilhões em Goiás e Minas Gerais. Somam-se US$ 1,22 bilhão em bauxita no Pará, US$ 1,17 bilhão na cadeia do lítio em Minas Gerais e US$ 2,34 bilhões em outras substâncias entre Piauí e Bahia.

“O Brasil reúne algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo e tem todas as condições para se tornar um protagonista global nesse mercado. Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico”, afirma o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

Atlantic Nickel – Foto: Divulgação

PROJETOS

Na Bahia, já estão previstos nos projetos de processamento de minerais críticos como grafita, em Itabela e Guaratinga, da South Star Mining; níquel, em Itagibá, da Atlantic Nickel; e cobre, em Jaguarari e Curaçá, com expansão da Erro Cooper. Em relação a outros minerais, há outros grandes projetos, como da britânica Brazil Iron, com investimento de US$ 5,7 bilhões (R$29 bi), para produzir ferro.