
O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com recordes no número de unidades lançadas e vendidas, o valor geral de lançamentos e a quantidade de novas unidades do programa. É o que aponta a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Foram 453.005 unidades lançadas e um valor geral de lançamento (VGL) de R$ 292,3 bilhões, montante 10,6% superior ao registrado em 2024.
“O mercado imobiliário brasileiro mostrou toda a sua robustez em 2025. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, mostrando que o déficit habitacional ainda persiste, que o brasileiro está em busca constante pela realização do sonho de ter sua casa própria”, analisa o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho
O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) atingiu a 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas. “O programa se consolidou como importante pilar do mercado. Ampliou participação nos principais mercados do país, chegando a responder por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025”, comenta o vice-presidente de Indústria Imobiliária a CBIC, Ely Wertheim
A pesquisa também traz dados quanto à intenção de compra de imóvel nos próximos 24 meses. O cenário mostra 50% dos entrevistados inclinados à compra, sendo que 37% destes ainda não iniciaram a busca, 8% já iniciou buscas online e 5% já visita imóveis. O principal motivo da compra é sair do aluguel, seguido por mais espaço e por sair da casa dos pais.
Para 2026, o orçamento recorde do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para habitação é de R$ 144,5 bilhões. Somado a demais fontes de recursos, será maior ainda. Além disso, o teto do subsídio por família no programa sobe para R$ 65 mil. Também passa a valer o novo conjunto de ajustes nos tetos dos valores dos imóveis financiáveis pelo Minha Casa, Minha Vida. A decisão atualiza os limites de valores dos imóveis nos municípios com população acima de 750 mil habitantes e aqueles entre 300 mil e 750 mil habitantes.












