
Mais de 66% dos afroempreendedores baianos são do sexo feminino; mais de 59% estão na faixa entre 25 e 44 anos; e apenas 14% permanecem na informalidade. Os dados fazem parte da 3ª pesquisa Propósito dos Afroemprendedores Baianos, realizada pelo Sebrae/Ba.
O estudo indica o perfil do empreendedorismo praticado pela população negra. Cerca de 62% dos respondentes não possuem funcionários. No quesito escolaridade, 56% têm nível superior completo e 17% superior incompleto. O levantamento revela ainda que 47% dos negócios estão no setor de serviços e o WhatsApp é utilizado por 43% dos entrevistados.
Sobre o enquadramento, 43% dos entrevistados (33% na primeira edição e 38% na segunda) são formalizados como Microempreendedor Individual (MEI). Os microempresários subiram de 8% na primeira edição para 29% atualmente.
O analista da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Bahia, Anderson Teixeira, apresentou os dados e reforçou a relevância do Novembro Negro como espaço de reflexão. “Precisamos resgatar histórias para que não sejam apagadas. Afro é negócio. O afroempreendedorismo fortalece a comunidade, estimula inovação, engajamento social e empoderamento econômico”, disse.
Os dados servirão como subsídio para a atuação do Sebrae Bahia e de entidades parceiras para impulsionar o afroempreendedorismo no estado. A pesquisa ouviu 354 afroempreendedores atendidos pelo Sebrae Bahia, de julho a agosto de 2025. A pesquisa tem grau de confiança de 95% e margem de erro de 5%.











