
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, a partir de 2026, deve representar uma injeção de R$ 2,3 bilhões na economia baiana. Os dados compõem o levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB). O número de beneficiados pela alteração no Estado chega a quase 540 mil trabalhadores formais.
De acordo com o presidente do BNB, Paulo Câmara, a proposta beneficia áreas com maior concentração de rendimentos médios e baixos, que é o caso, por exemplo, da população do semiárido. “Ao reduzir a carga tributária incidente sobre essa faixa populacional, o governo está diminuindo o peso no orçamento dessas famílias e, ao mesmo tempo, promovendo uma demanda adicional no mercado interno e estimulando a atividade econômica regional”, afirma
“Essa reestruturação significativa na base de contribuintes traz repercussões relevantes tanto do ponto de vista da equidade fiscal quanto do estímulo ao consumo. Somente na área de atuação do BNB, são mais de dois milhões de famílias com uma economia mensal de R$ 360 que podem ser direcionados para compras da própria família”, avalia o economista chefe do BNB, Rogério Sobreira.
NORDESTE
A ampliação da isenção do IR representará uma injeção de cerca de R$ 8,27 bilhões na economia de toda a região Nordeste. O valor considera os R$ 4.356 economizados, por ano, pelos 1,9 milhão de trabalhadores com renda até o novo limite de isenção. A proposta foi aprovada, no início de outubro, pela Câmara dos Deputados, e aguarda aprovação final pelo Senado e sanção do presidente Lula.











