
Em uma nova abordagem que busca acelerar a entrega da obra e garantir a segurança do projeto, a Infra S.A. assumirá todas as responsabilidades ambientais e fundiárias do trecho de 35,75 km da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL II). As obras, entre Guanambi e Caetité, no sudoeste baiano, estão avaliadas em R$ 507,1 milhões. O trecho 2 da ferrovia vai até Barreiras e as obras já estão com 71% de execução física.
A diretora de Administração e Finanças, Elisabeth Braga, ressaltou que o edital da FIOL II foi estruturado de forma a dar segurança e previsibilidade ao mercado. “Trabalhamos em um modelo transparente, com regras claras e matriz de riscos bem definida, o que garante maior equilíbrio entre o poder público e a iniciativa privada”, explicou. Para ela, a iniciativa consolida a confiança dos investidores. Esse é um projeto estratégico não apenas para a logística nacional, mas também para o desenvolvimento regional. Temos a convicção de que será um marco para o setor ferroviário brasileiro”, completou.
O diretor de Empreendimentos, André Ludolfo, ressaltou que o edital da FIOL II é fruto de um processo inovador e marca um avanço no padrão de governança da estatal. Ele reforçou ainda o caráter estratégico da ferrovia. “A FIOL II é um empreendimento prioritário do PAC, com apoio direto do Ministério dos Transportes e da Casa Civil, e demonstra a relevância do projeto não apenas para a Infra S.A., mas para todo o Brasil”, completou.
A FIOL I, entre Ilhéus e Caetité, está com obras adiantas, mas atualmente paralisadas. Há negociações com a Bamin – empresa responsável pela concessão do trecho – para que o contrato possa performar, mas o governo também avalia alternativas para a continuidade das obras.
Rota Bioceânica
O projeto da FIOL prevê a conexão com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), na cidade goiana de Mara Rosa. O traçado faz parte da ferrovia bioceânica, para unir o Atlântico ao Pacífico — do Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay, no Peru – abrindo um novo eixo comercial com os países andinos e a Ásia. O projeto consta no Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 e tem dotação orçamentária garantida.








