Indústria de transformação baiana registra crescimento de 0,3% em 2025

Redação
11/02/2026 12:00
O segmento de refino foi destaque – Foto: Acelen/Divulgação

A indústria de transformação da Bahia registrou crescimento de 0,3% em 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE. O destaque foi o segmento de Refino de Petróleo, que apresentou expansão de 5,1% em 2025. De acordo com o análise do Observatório da Indústria da FIEB, esse avanço refletiu a maior produção de gasolina, óleos combustíveis e querosene de aviação, apesar da retração observada na produção de óleo diesel e GLP.

Com menor peso relativo na Indústria de Transformação, o segmento de Máquinas e Aparelhos e Materiais Elétricos, também teve desempenho positivo, com crescimento de 11,5%, impulsionado pela maior produção de ventiladores, eletroportáteis e eletrodos de carvão. Os dados do ano poderiam ter sido menores não fosse o forte declínio registrado em dezembro, de -10,1% em relação a novembro e -9,2 em relação a dezembro do ano anterior.

Em queda

O segmento de Produtos Químicos segue em declínio, e registrou queda expressiva de 8,2% no ano. A petroquímica baiana atravessa um período particularmente desafiador, marcado por um ciclo internacional de baixa atípica, associado ao crescimento contínuo das importações de petroquímicos de segunda geração. Nesse contexto, em 2025 observou-se redução na produção de eteno, propeno, álcoois graxos e outros produtos da segunda geração petroquímica.

A indústria de Alimentos, principal segmento da Indústria de Transformação, também apresentou retração, de 0,9% no ano, assim como o ramo de Couro e Calçados, que registrou queda de 11,1%.

Brasil

Em todo o País, houve incremento de 0,6%, com resultados positivos em 10 dos 18 locais pesquisados. Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%) assinalaram os avanços mais acentuados para os doze meses do ano. Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (0,6%), enquanto Paraná (0,3%), Bahia (0,3%) e Amazonas (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento.