
A indústria brasileira de alimentos e bebidas encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,39 trilhão, alta de 8,02% em relação ao ano anterior, somando vendas internas e exportações. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o setor manteve sua relevância econômica, respondendo por 10,9% do PIB nacional. Na Bahia, que lidera o segmento no Nordeste, o faturamento atingiu R$ 41,7 bilhões, o correspondente a 8,4% do PIB estadual.
De acordo com o levantamento, a indústria de alimentos e bebidas da Bahia é a nona maior do País e conta com mais de duas mil unidades fabris espalhadas pelo estado. Elas empregam cerca de 62,8 mil pessoas diretamente, além de 251 mil indiretamente. As unidades compram 52% dos produtos do campo e exportam o equivalente a US$ 1,16 bilhão (R$ 6 bilhões).
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o grande destaque do ano foi o mercado interno, que respondeu por R$ 1,02 trilhão desse total, sendo que R$ 732 bilhões são decorrentes do varejo e o restante, do food service, que vem retomando sua fatia de participação.
A demanda doméstica foi determinante para sustentar o crescimento real das vendas, que avançaram 2,2% no período. De acordo com a Abia, esse resultado reflete a recomposição gradual do consumo das famílias, o avanço do consumo fora do lar e também os ganhos de eficiência obtidos pelas empresas ao longo do ano. Quanto às exportações, a indústria de alimentos e bebidas registrou um crescimento de 0,7% em 2025, somando US$ 66,73 bilhões.
2026
Para este ano, a Abia espera que as vendas reais cresçam entre 2% e 2,5%, impulsionadas pelo mercado doméstico e pela recuperação gradual do mercado internacional. A geração de empregos também deve crescer, com alta entre 1% e 1,5%.
“Em 2026, a combinação de estabilidade da safra, redução gradual dos juros e um ambiente econômico de crescimento moderado, no Brasil e no mundo, cria condições mais previsíveis para o planejamento e o investimento. Ainda haverá desafios, especialmente do lado dos custos, mas o setor entra nesse ciclo com bases sólidas para crescer de forma sustentável, gerar empregos e seguir cumprindo seu papel estratégico no desenvolvimento do país”, disse João Dornellas, presidente executivo da Abia.









