Inadimplência atinge 75,06 milhões de consumidores em maio, aponta SPC

Redação
18/06/2026 12:00
Foto Divulgação/Reprodução Sebrae

O Brasil bateu mais um recorde consecutivo de inadimplência em maio, com 75,06 milhões de brasileiros com cotas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 44,80% da população adulta brasileira. A variação anual observada em maio deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de abril para maio, o número de devedores cresceu 0,44%.

O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 4 a 5 anos (38,35%). “Mesmo com o programa Desenrola, que cumpre um papel fundamental de limpeza e de resgate de CPFs, a conjuntura geral que sufoca o orçamento familiar não se alterou; pelo contrário, piorou de maio para junho. Muitos consumidores que recorreram ao Desenrola conseguiram renegociar uma fatia de seus débitos, mas permaneceram com outras pendências financeiras ou assumiram novos compromissos que voltaram a atrasar. A piora do cenário macroeconômico, alta do dólar e juros altos, exercem pressão direta sobre a inflação e o custo de vida”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Dívidas por região, faixa etária e gênero

A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,23 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,79%) da população nesta faixa etária está negativada. A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: sendo 51,34% mulheres e 48,66% homens.

Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,86%, seguido pelo Norte (9,52%), Sudeste (7,94%), Centro‐Oeste (7,08%) e Nordeste (6,04%).

Em maio de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.145,04. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,34 empresas credoras. Os dados ainda mostram que quase três em cada dez consumidores (29,19%) tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 41,52% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.