
A empresa de planos de saúde Hapvida registrou um lucro líquido de R$ 388 milhões no terceiro trimestre de 2025, dentro de uma receita de R$ 7,8 bilhões no período. Mas os resultados não foram bem vistos no mercado, que esperavam números mais robustos. As ações da empresa despencaram 43%, uma perda de cerca de R$ 7,1 bilhões no valor da companhia em apenas um dia.
Segundo analistas, o Ebitda menor (-17,6%), receitas com serviços médicos-hospitalares recuando, aumento das despesas financeiras e o pequeno crescimento no número de beneficiários apontaram uma dinâmica mais desafiadora para a empresa.
Em teleconferência, a companhia admitiu que o desempenho do terceiro trimestre ficou abaixo das expectativas, mas destacou que está em uma posição melhor do que a maioria dos seus concorrentes.
“Estamos consolidando um ciclo de crescimento sustentável, com investimentos consistentes em rede própria, inovação e eficiência operacional. Nosso foco é fortalecer as bases com forte governança e qualidade, combinando disciplina financeira, inteligência de dados e ampliação do acesso em todas as regiões do país”, afirmou, durante a call de resultados, Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida.
Mesmo diante de um cenário de maior pressão de custos, a companhia informou que manteve o equilíbrio dos investimentos em rede própria, visando ao aumento de capacidade da rede própria de atendimento, como parte da estratégia que busca ganhos estruturais de longo prazo, maior verticalização e melhor qualidade assistencial.
A Hapvida segue otimista com o desempenho do setor e com o crescimento sustentável de médio e longo prazos. A companhia pretende manter o ritmo de investimentos em rede própria, inovação e pesquisa, equilibrando expansão e eficiência financeira. “Entramos nos próximos trimestres com o compromisso inegociável de fortalecer nossa governança em todas as frentes, promovendo as qualificações necessárias para sustentar um ciclo virtuoso de crescimento orgânico. Estamos padronizando as melhores práticas, calibrando processos e ampliando a eficiência operacional para elevar, de forma consistente, nossos índices assistenciais e a percepção de qualidade. A confiança que recebemos nos inspira a seguir firmes em nossa missão de cuidar da saúde dos brasileiros, enquanto preparamos uma jornada de performance comercial ainda mais sólida em 2026”, concluiu Pinheiro.









