Fórum destaca oportunidades para a indústria baiana na COP30

Redação
28/08/2025 12:00
Foto Valter Pontes Cooperphoto_ Sistema FIEB

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) promoveu, na manhã desta quinta-feira (28), o Fórum “Perspectivas e Oportunidades para a Indústria na COP30”, dentro da programação da INDEX. O encontro reuniu lideranças empresariais, representantes do setor público e especialistas para discutir os caminhos e responsabilidades da indústria frente à agenda climática.

O presidente da Federação, Carlos Henrique Passos, ressaltou que a COP30 representa uma vitrine estratégica para mostrar a atuação do setor produtivo na agenda ambiental. Segundo ele, a criação da SB COP, espaço conquistado pela CNI dentro da Conferência do Clima, amplia as oportunidades de protagonismo da indústria. “É uma grande chance de mostrar que a indústria já faz muito pela sustentabilidade. Projetos apresentados recentemente em premiações da FIEB revelam impactos mensurados, investimentos e renda gerada. A COP será também um ambiente de aprendizagem, revisão de práticas e de estímulo a iniciativas ainda mais inovadoras”, afirmou.

Durante sua fala, Roberto Muniz destacou que a transição energética é uma ambição coletiva, mas também um desafio para o setor.  Ele também resgatou o papel da CNI na formulação da expressão “Custo Brasil”, que surgiu há três décadas a partir de estudos conduzidos pela Confederação. “Esse levantamento deu origem à nossa Agenda Legislativa, porque foi a partir da análise desses custos que percebemos a necessidade de mudanças legais para avançar. Não basta dizer que temos potencial: precisamos produzir melhor e com menos custo, aproveitando as oportunidades que estão diante de nós”, defendeu.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, a Bahia reúne atributos que reforçam seu papel estratégico na transição energética e na economia verde. Ele destacou o potencial do estado em áreas como biomassa, hidrogênio verde e pesquisa aplicada, com protagonismo do SENAI Cimatec. “Temos condições únicas de liderar esse processo, com ciência e tecnologia a nosso favor e uma indústria integrada, capaz de gerar soluções competitivas e sustentáveis”, pontuou.

Giselle de Oliveira, da Equinox, compartilhou experiências práticas da empresa no enfrentamento aos riscos climáticos. Ela destacou que fenômenos como secas e chuvas extremas já impactam operações, mas que a agenda ambiental também abre caminhos para ganhos econômicos. “A avaliação de riscos climáticos mostra que essas iniciativas trazem oportunidades de negócio. Tecnologias mais eficazes, substituição por energias renováveis e até produtos diferenciados, como o ouro com certificação sustentável, agregam valor e competitividade”, explicou.

O Fórum reforçou que, além dos compromissos globais, a COP30 deve representar para a indústria baiana um espaço de afirmação de sua relevância e capacidade de inovação, abrindo portas para parcerias e investimentos em uma nova economia de baixo carbono.

Painéis

O Fórum contou com abertura realizada pelo presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, pelo diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, e pelo secretário do Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eduardo Sodré. Em seguida, ocorreu o primeiro painel, com o tema “Posicionamento da Indústria brasileira na COP30 | SB COP”, que teve mediação de Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, e participação de Ricardo Mussa, chair da SB COP; Maria Emília Peres, knowledge partner da agenda Sustainable Cities e Green Skills da SB COP; e Paulo Roberto Britto Guimarães, diretor-presidente da Bahiainveste.

O segundo painel abordou as “Iniciativas da Indústria baiana para Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas”, mediado por Arlinda Negreiros, gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da FIEB. Participaram Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem; Tânia Oberding, diretora industrial do Complexo Acrílico de Camaçari da BASF; Giselle de Oliveira, da Gerência Jurídica Regulatório da Equinox; e Pedro Becker Pozzi, gerente de Negócios, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho do SENAI CIMATEC.