Fieb estima crescimento de 3% na indústria de transformação baiana em 2025, mas prevê ano de desafios

Redação
19/12/2024 12:00
Foto: Wilson Sabadin

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) estima um crescimento de 3,0% na indústria de transformação baiana no próximo ano. O percentual é o mesmo previsto para 2024. Mas, segundo a entidade, o segmento de refino de petróleo, que apresenta grande peso, continuará sofrendo influência do mercado mundial de derivados, que não está aquecido, o que deve resultar em crescimento, porém em ritmo menor. A petroquímica também deve enfrentar um ano difícil, já que passa por um ciclo de baixa dos preços em nível internacional, com invasão dos importados no mercado nacional. 

Para 2025, a estimativa é que que a economia baiana cresça 2,2%, índice menor que o esperado para este ano, de 2,6%. De acordo com o superintendente da FIEB, Vladson Menezes, as projeções refletem os impactos das incertezas no cenário internacional e a condução da política monetária que tem elevado os juros, com resultados negativos para o setor produtivo. O setor industrial baiano deverá ser impactado pelo cenário econômico internacional pouco favorável, influenciado pela desaceleração do mercado chinês e as tensões no mercado do petróleo impactado pela Guerra da Ucrânia e pelo conflito entre Israel e Hamas.

A FIEB estima uma alta de 2,5% na Construção Civil; 3,5% na Indústria Extrativa; e 2,0% nos Serviços Industriais de Utilidade Pública.

Investimentos

Frente aos desafios que a indústria baiana enfrenta, o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, destacou o plano de investimentos que o Sistema FIEB apresenta para que os serviços oferecidos pela organização sigam expandindo para todo o estado. “Nossa atuação se guia buscando sempre compreender onde estão demandas para atender indústria com mais capacitação e suporte para a melhoria da produtividade e dos processos”, afirmou. Ele anunciou que quase 300 empresas receberam consultoria do SENAI Cimatec por meio do programa Brasil Mais Produtivo e que, em 2025, outras 300 poderão fazer parte da iniciativa.