Fecomércio-BA espera melhor Natal em quase 10 anos e crescimento de 13% nas vendas

Redação
05/12/2024 12:00

A expectativa quanto às vendas do Natal no comércio baiano, este ano, é muito positiva. A Fecomércio-Ba espera um crescimento de 13% e um faturamento da ordem de R$ 22,2 bilhões no mês de dezembro. Se confirmado o resultado, será o melhor desempenho para o período desde 2015.

“O comércio chega com toda a força neste final de ano, com a expectativa do seu melhor desempenho em quase 10 anos. A base desse resultado está sólida, com uma baixa taxa de desemprego, inflação menor do que há um ano, crédito ainda abundante, inadimplência em queda e recursos importantes do 13º salário. É um grande momento não apenas para o comércio, mas também para a economia baiana”, afirmou Kelsor Fernandes, presidente do Sistema Comércio BA.

O adicional absoluto em relação ao ano passado deve ser de R$ 2,5 bilhões. A Entidade prevê que o 13º salário injete R$ 14,5 bilhões na economia do estado, dos quais R$ 4,8 bilhões devem ser direcionados, especificamente, para o consumo. Esse número está alinhado com as expectativas de vendas, considerando que metade do recebimento ocorrerá a partir da 2ª parcela, até o dia 20 de dezembro.

Dos setores mais ligados ao evento de Natal, o destaque deve ser o de Supermercados, com projeção de crescimento de 17% no contraponto anual, atingindo R$ 9 bilhões, ou 41% do total das vendas do varejo no estado.

PRESENTES

Em relação aos presentes, o que as pessoas mais procuram nesta época do ano são roupas e calçados e, segundo a Fecomércio BA, esse segmento deve crescer 7% em relação ao mês de dezembro de 2023. São itens de fácil acesso devido ao preço relativamente baixo. Além disso, com a forte concorrência no comércio, é possível encontrar opções que se ajustem ao orçamento do consumidor, muitas vezes sem a necessidade de recorrer ao crédito para adquiri-los. Itens na linha de Cosméticos, Perfumes e Higiene Pessoal também são bastante procurados para presentes neste final do ano. A alta esperada para as Farmácias e Perfumarias é de 9%.

“Embora a taxa de juros básica da economia esteja subindo novamente, o crédito ainda está muito farto para as famílias, dada as melhores condições de renda e emprego, além de um risco menor da inadimplência. Esses produtos mais caros são, na sua grande maioria, comprados via crédito, através do parcelado no cartão ou nos carnês”, pontua o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.