
Com uma cifra 11,3% maior que o ano passado, as famílias brasileiras devem gastar mais de R$ 532 bilhões no setor de varejo em 2025. A previsão é do IPC Maps, empresa especializada em potencial de consumo brasileiro. Foram considerados os gastos dos consumidores nas categorias de artigos de limpeza, mobiliário e artigos do lar, eletroeletrônicos, calçados, vestuário, joias, bijuterias e armarinhos. Não leva em conta alimentos.
Segundo a pesquisa, apenas a categoria de vestuário confeccionado responderá por R$ 182,7 bilhões. Na sequência, aparecem móveis e artigos para o lar (R$ 113,1 bilhões), eletroeletrônicos (R$ 110 bilhões) e calçados (R$ 73,4 bilhões).
Mesmo com um avanço no consumo, o estudo registrou uma queda no número de comércios varejistas. O movimento foi puxado pelos microempreendedores individuais (MEIs). Em um ano, houve uma redução de 6,6% de varejistas dessa natureza jurídica. No total, envolvendo todo tipo de empresa do comércio varejista, a redução foi de 1,7%.
Consumo total
Em todos os setores, as famílias brasileiras deverão gastar cerca de R$ 8,2 trilhões ao longo deste ano. Com base na atual estimativa de 2% do PIB, essa movimentação representará um aumento real de 3,01% em relação a 2024. Mesmo com a elevada taxa de juros e a alta da inflação, o cenário é de otimismo para o consumo, com níveis porcentuais bem acima aos da economia. Segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC e responsável pela pesquisa, a “melhoria dos níveis de emprego com carteira assinada proporcionou uma garantia de renda ao trabalhador, refletindo diretamente na escalada dos valores de consumo.”









