Exportações de frutas da Bahia crescem 11,8% e atingem 181,8 mil toneladas em 2025

Redação
20/01/2026 12:00
Mangas para exportação – Foto: Divulgação/Ascom SDR

As exportações de frutas da Bahia chegaram a 181,8 toneladas em 2025, apresentando um incremento de 11,8% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), mostram, no entanto, que houve um recuo no faturamento da ordem de 6%, totalizando US$ 223,3 milhões, ou cerca de R$1,2 bilhão, em negócios realizados pelos fruticultores baianos com clientes no exterior.

Principal produto da pauta de exportações de frutas da Bahia, a manga somou um volume de 118,7 mil toneladas, ou 65% de todo o volume exportado. Mas, a queda de preços no mercado provou uma queda no faturamento 16%, com um total de US$ 131,12 milhões, ou R$ 700 milhões, conforme os dados da Abrafrutas.

Entre as frutas exportadas, os limões e limas tiveram o segundo maior volume, com 39 mil toneladas, e faturamento de US$ 40,5 milhões (R$ 216 milhões), seguidos pela uva, com 18,1 toneladas, com faturamento maior, de US$ 43,7 milhões (R$ 234 milhões). O mamão representa a quarta fruta mais exportada da Bahia, com 4,5 mil toneladas e um total de US$ 6,3 milhões (R$ 33,7 milhões).]

BRASIL

A Bahia representou 14,1% do volume de frutas exportados pelo Brasil, que somou 1,28 milhão de toneladas. Já o faturamento respondeu por 15,4% do total do País, que somou US$ 1,45 bilhão em 2025, ou R$ 7,7 bilhões.

O Brasil registrou novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior. O resultado reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cujos efeitos irão refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. A curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da EU.

“O ano de 2025 foi desafiador. O chamado “tarifaço” gerou apreensão em todo o setor e exigiu planejamento, diálogo e muita resiliência dos produtores. Ainda assim, a fruticultura brasileira mostrou sua força e capacidade de adaptação, alcançando resultados históricos”, destaca o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.