Exportações baianas para os Estados Unidos caem 11,6% após tarifaço, e importações crescem

Pedro Carvalho
05/09/2025 12:00
Porto de Salvador – Foto: Jean Vagner/SEI

A relação comercial entre a Bahia e os Estados Unidos está longe de ser uma parceria boa para os dois lados. Em agosto, as empresas baianas compraram o equivalente a US$ 366 milhões (R$ 2 bilhões) em produtos americanos, com destaque para gás natural e óleos brutos de petróleo, com alta de 27,3% nas importações daquele País, comparado com o mesmo mês de 2024. Por outro lado, a Bahia vendeu apenas US$ 64 milhões (R$357 milhões) para os Estados Unidos, com queda de 11,6% nas exportações, já indicando impactos do tarifaço do presidente Donald Trump, sobretudo em produtos como frutas, café e químicos. O saldo negativo na balança comercial chegou a US$ 302 milhões (R$ 1,6 bi).

Os dados, do Ministério do Desenvolvimento Econômico, mostram que os Estados Unidos contribuíram em parte para a queda nas exportações totais da Bahia em agosto. As vendas externas do estado, no geral, registraram um tombo de 35% no mês passado, totalizando US$ 753,7 milhões (R$4,1 bi). Com o forte crescimento das importações (US$ 1,1 bilhão ou R$6 bi), sobretudo de gás natural, cujo salto nas compras foi de 183%, o estado registrou um saldo negativo na balança comercial de US$ 369,5 milhões (R$ 2 bi), em agosto.

As exportações de frutas baianas, por exemplo, tiveram uma queda de 17,3% no mês passado, se comparado com agosto de 2024. Já o café registrou um declínio nas vendas de nada menos que 57%. Também apresentaram redução a celulose (-28%), soja (-8%) e algodão (-39%).

A China continua sendo o maior e melhor parceiro comercial da Bahia. Em agosto, as empresas baianas venderam US$ 233 milhões (R$1,2 bi) para o País. Por outro lado, o estado adquiriu US$ 147 milhões (R$ 808 milhões) de produtos chineses, o que resultou em um fluxo positivo para ó Estado de US$ 86 milhões, ou R$ 473 milhões. Outro país que vem crescendo a participação nas compras de produtos baianos é o Canadá, que se tornou o segundo maior parceiro da Bahia.