A população de idosos no Brasil dobrou em duas décadas e atingiu 33 milhões. De acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2070, mais de um terço dos brasileiros será de pessoas acima dos 60 anos (37,8%). Por isso, os pequenos negócios e os futuros empreendedores devem ficar atentos sobre a economia da longevidade, ou economia prateada, como é chamado o nicho voltado para pessoas nessa faixa etária.
“A população está envelhecendo e, se o empreendedor não se adaptar, treinar os funcionários para terem mais paciência, para serem mais amigáveis, ou até oferecerem uma cadeira para o idoso, pode perder o cliente”, destaca Flávio Barros, analista de Competitividade do Sebrae.
ON-LINE
Ele ressalta ainda a questão do e-commerce, que também deve estar adaptado a esse público. De acordo com a pesquisa “Diversa idade”, os brasileiros acima de 50 anos estão consumindo mais produtos on-line – 92% das pessoas nessa faixa etária acessam a internet e sete em cada dez compram utilizando canais digitais ao menos uma vez no mês.
“É necessário fazer um aplicativo o mais amigável possível, com poucos cliques, sem complicação, com fontes de fácil leitura e tamanhos maiores. É muito comum os empreendedores abrirem negócios on-line somente para o jovem e se esquecerem dessa parcela considerável de consumidores”, lembra.
O CEO da Koala Hub – startup que atua no empreendedorismo dedicado ao mercado da Longevidade –, Guilherme Menezes, preparou três dicas fundamentais para estar preparado para atrair o público formado por pessoas acima dos 60 anos.
1) Atendimento
Atender uma pessoa acima de 60 anos não pode ser da mesma forma que atender uma pessoa jovem. É necessário um atendimento especial. “A velocidade da informação, a forma rápida como a gente conversa, querendo atender logo, ou já partir para um próximo cliente, não é possível com esse público 60+. É muito complexo, porque a velocidade de processamento e tomada de decisão de uma pessoa com mais de 60 anos é diferente”, destaca.
2) Comunicação
É necessário que o público sênior se enxergue em suas ações de marketing. “Não adianta querer atender o público com mais de 60 anos se todos os cards da rede social estão direcionados para o público jovem. Se ele não se enxerga na comunicação, como que ele vai se enxergar como cliente da empresa?”, aponta.
3) Respeito
É necessário atendê-lo sem o olhar do “vovô ou da vovó”. “Isso realmente incomoda esse público”, afirma. “O cliente com mais de 60 anos ele é muito mais fiel do que um consumidor jovem. Isso é importante também para o empreendedor, afinal, fidelizar cliente é uma garantia e um diferencial no mercado”, acrescenta.











