
O comércio eletrônico projeta fechar 2026 com um faturamento de cerca de R$ 260 bilhões no Brasil. O volume será pelo menos 10% maior ao ano de 2025, quando a receita chegou a R$ 235,5 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM). E o segmento continua impulsionando a ocupação de centros logísticos e a proliferação dessas estruturas que armazenam produtos vendidos pela internet.
Ao analisar esse setor e a atual conjuntura nacional, Marco Barbosa, diretor da unidade brasileira da Came, líder mundial em produtos de controle de acesso, vislumbra com cautela os possíveis cenários econômicos para este segundo semestre. Porém, ele acredita que o crescimento expressivo do e-commerce deve desempenhar papel fundamental para manter aquecido o mercado de segurança, tendo em vista a constante demanda por proteção dos galpões.
Impulsionado pela expansão do e-commerce, liderada por gigantes como Mercado Livre, Shopee e Amazon, o mercado brasileiro de condomínios de galpões industriais e logísticos alcançou 2,054 milhões de metros quadrados em absorção bruta no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Newmark Brasil, consultoria imobiliária especializada no segmento comercial.
E embora o panorama seja de incerteza sobre os desdobramentos da economia, a Came mantém a sua meta de crescer 15% no Brasil em 2026 em comparação ao volume de negócios no ciclo anterior de 12 meses. O histórico positivo no país, onde dobrou de tamanho nos últimos quatro anos, justifica a manutenção da projeção otimista, alicerçada também no portfólio cada vez mais diversificado de produtos e serviços que disponibiliza ao mercado.











