
O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desidratou, com a retirada de cerca de 700 produtos da taxação de 50%. Entre eles estão diversos itens produzidos na Bahia e exportados para os Estados Unidos, como a celulose, os derivados de petróleo e produtos petroquímicos. O produto de maior preocupação no estado, em relação ao pacote americano, é a manga, , que não entrou na lista de exceções.
A Bahia é o maior produto de manga do Brasil. E, segundo Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e do Senar-BA, os Estados Unidos são o segundo maior comprador da manga baiana – a Europa lidera as compras, com o equivalente a 20% de toda a exportação da fruta do Vale do São Francisco. A Valexport, associação que reúne produtores e exportadores, informa que, caso o imposto norte-americano se mantenha, o volume exportado àquele país pode cair 70% já nas próximas semanas, representando um prejuízo de cerca de R$ 179 milhões.
Há sinais de que a taxação de algumas frutas pode ser revertida, com possibilidade de uma nova decisão, até a semana que vem, que amplie a exclusão para café e manga, com base no argumento de que não são produzidos nos EUA, citado pelo secretário americano de Comércio Howard Lutnik. Entre os outros segmentos que foram taxados com 50% estão a carne, café bovina, máquinas agrícolas, móveis, têxteis, calçados, além das frutas.
Os Estados Unidos são hoje o terceiro destino das exportações baianas, e, no primeiro semestre deste ano, o volume exportado ao País representou 8,3% do total, com um montante de US$ 440 milhões. A indústria é o principal exportador da Bahia para o mercado americano, com cerca de US$ 399 milhões, o equivalente a 90,6% dessas vendas.
Reuniões
O governador Jerônimo Rodrigues anunciou a realização de novas reuniões com o setor empresarial e representes de outros estados e do Governo Federal para avaliar os impactos e quais medidas adotar diante do decreto que oficializa as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Na próxima segunda-feira (4), ele se reúne com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), com a qual já havia criado um grupo de trabalho este mês. Na terça (5) e na quarta-feira (6), em Brasília, o governador participa de encontros do Consórcio Nordeste e com o Governo Federal.
O objetivo é adotar medidas em conjunto para minimizar os impactos das tarifas e garantir proteção à empresas e trabalhadores dos setores envolvidos. “Os governadores do Nordeste irão discutir numa assembleia para levar até o presidente Lula o nosso olhar e as nossas decisões. Nosso desejo é que a gente consiga chegar em um status onde o diálogo diplomático possa acontecer”, explicou o governador.










