
Diante de condições climáticas favoráveis, aumento da área plantada e melhorias no manejo das lavouras, a estimativa da safra brasileira de café 2026/27 atinja 75,8 milhões de sacas. A Hedgepoint Global Markets revisou as projeções para 50,2 milhões de sacas de Arábica e 25,6 milhões de sacas de Conilon. Neste Dia Mundial do Café (14), o setor segue comemorando o forte crescimento do consumo em todo o mundo.
O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, responsável por cerca de 38% da produção global, e os principais estados produtores são Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia.
Nas principais regiões cafeeiras, as precipitações e as condições climáticas contribuíram para que os cafezais se mantivessem em ótimas condições, impulsionados também pelo aumento das áreas de produção e pelos tratos culturais adequados.
Em 2026, durante a fase de enchimento dos grãos, as chuvas continuaram, com volumes acima da média em fevereiro e março, favorecendo o ganho de peso e tamanho dos grãos, o que deve resultar em maior rendimento de processamento. “O clima favorável ao longo do desenvolvimento da safra, combinado ao aumento de área e aos investimentos em manejo, resultou em cafezais em ótimas condições e sustentou a revisão dos números de produção para a temporada 26/27”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Recorde
Já a primeira estimativa para a produção de café em 2026, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para uma produção de 66,2 milhões de sacas beneficiadas, um aumento de 17,1% em relação ao volume registrado no ciclo do ano anterior. O crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada, algo esperado para o ciclo. Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020 quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas.











