Cresce o número de empreendedores com CNPJ e proteção previdenciária

Redação
24/09/2026 12:00
Foto: Divulgação Sebrae

A proporção de empreendedores autônomos com CNPJ saltou de 15,0%, em 2012, para 27,1%, em 2025. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal. Juntos, empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ têm maior percentual da série histórica: 35,0%. Ter CNPJ faz o empreendedor contribuir para a Previdência, o que aumenta a proteção social. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O nível de instrução atua como um fator determinante e diretamente proporcional à taxa de cobertura no CNPJ, tanto para os trabalhadores por conta própria quanto para os empregadores. O ano de 2025 registrou que, pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal, enquanto os sem instrução ou fundamental incompleto registraram apenas 11,1%. Por outro lado, entre os empregadores com superior completo, 91,8% tinham CNPJ.

Os grupamentos de Serviços e de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foram os que tiveram maior concentração de empregadores e trabalhadores por conta própria. O setor de Serviços manteve o maior contingente, com 14,0 milhões de ocupados, o equivalente a 45,7% do total nacional. O Comércio consolidou-se como a segunda maior atividade em absorção de mão de obra, com 6,4 milhões de trabalhadores (20,9%), seguido pela Construção (12,8%), Agricultura (12,0%) e pela Indústria geral, que apresentou a menor participação na estrutura ocupacional dessas categorias, registrando 8,5% (2,6 milhões de pessoas).

Em relação à formalização dos negócios, medida pela taxa de cobertura no CNPJ, o Comércio apresentou o maior índice de registro do país, com 49,8% em 2025, o que significa que quase a metade dos comerciantes independentes operavam formalmente. Os Serviços registraram a segunda maior cobertura, com 40,3% de sua população cadastrada.

Entre as atividades com menor formalidade, os destaques foram os setores da Construção (18,8%) e a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, cuja taxa de cobertura foi de apenas 8,6%.