
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o varejo deve crescer 3,66% em 2026, indicando uma trajetória de expansão mais consistente para o setor. As estimativas refletem um ambiente de consumo ainda moderado, mas com sinais claros de fortalecimento, à medida que a inflação segue controlada e a atividade econômica avança de forma gradual.
De acordo com o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, as previsões incorporam o comportamento mais favorável do varejo em outubro. “Os resultados reforçam a capacidade de resiliência do comércio. A recuperação tende a ganhar tração em 2025 e 2026, à medida que se dissipam os efeitos de choques recentes e o ambiente de consumo se torna mais previsível”, afirmou.
O fim do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras reduz potenciais efeitos adversos na atividade doméstica, uma vez que as tarifas atingiam bens industriais com baixa transmissão ao varejo interno. Para o economista da CNC João Marcelo Costa, os fundamentos atuais explicam o dinamismo moderado do varejo.
“A demanda por bens duráveis segue limitada pelo encarecimento do crédito, mas os segmentos menos dependentes de financiamento continuam sustentando o ritmo do varejo. O ano de 2026 deve registrar aceleração com a normalização progressiva das condições monetárias”, avalia.











