
Cerca de 90% dos consumidores brasileiros que frequentam shoppings veem esses empreendimentos como hubs de lazer e entretenimento e 65% os associam às compras. É o que revela pesquisa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), realizada em parceria com a Talk, empresa especializada em pesquisa e análise do comportamento do consumidor. Ainda segundo o levantamento, a alimentação aparece com 40% das menções e os serviços com 25%.
“O shopping center segue muito presente na vida dos brasileiros, mas a forma como as pessoas utilizam esses espaços está evoluindo. O consumidor busca conveniência, mas também lazer, experiências e momentos de convivência. A permanência mais longa mostra que os empreendimentos continuam relevantes na disputa pelo tempo das pessoas e cada vez mais conectados às necessidades do dia a dia”, afirma o presidente da Abrasce, Glauco Humai,.
A mudança também se reflete nas motivações de visita. Embora as compras continuem sendo a principal razão para ir ao shopping, citadas por 58% dos entrevistados, a praça de alimentação (41%) e o cinema (40%) aparecem na sequência. Além disso, 71% costumam frequentar os centros de compras acompanhados de familiares, reforçando seu papel como espaço de encontro e convivência.
A praça de alimentação é o principal critério que influencia a escolha do shopping, seguida pela variedade de lojas, ambiente agradável, promoções e opções de lazer.
“A pesquisa confirma que o consumidor circula entre o ambiente digital e o físico de forma complementar. O desafio está em oferecer conveniência e experiências relevantes em todos os pontos de contato, fortalecendo o relacionamento antes, durante e depois da visita”, acrescenta Humai.
A preferência por espaços mais acolhedores também influencia a decisão dos consumidores. Para 68% dos entrevistados, ambientes com luz natural, vegetação e áreas abertas ajudam a reduzir a sensação de cansaço e estimulam uma permanência maior do que a planejada. Já 61% preferem empreendimentos com áreas ao ar livre e contato com a natureza, em vez de espaços totalmente fechados.
Atualmente, 94% dos frequentadores utilizam pelo menos um serviço de conveniência nos shoppings, e 42% recorrem a serviços de rotina, como academias, clínicas, coworkings e pet shops. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual chega a 59%, indicando uma tendência de ampliação do papel dos empreendimentos no cotidiano dos consumidores.









