
A empresa canadense Largo Inc espera alcançar, este ano, uma produção entre 10,5 mil e 12 mil toneladas de vanádio, na sua mina localizada em Maracás, no sudoeste baiano. O incremento pode passar dos 30%, em relação à produção de 9.150 toneladas em 2025. Os dados foram apresentados por representantes da empresa durante encontro com o governador Jerônimo Rodrigues. Na oportunidade, além da ampliação da produção mineral, eles falaram sobre o desenvolvimento de novos projetos e novas cadeias produtivas.
A mina baiana é a única produz vanádio na América Latina, e é uma das que concentra maior teor do mundo (1,34%), com foco na produção de pentóxido de vanádio de alta qualidade. A matéria-prima é utilizada em indústrias de aços especiais para segmentos de óleo, gás, turbinas eólicas, aviação, materiais cirúrgicos e ferrovias de alta velocidade. Até então, o depósito responde por 8% da demanda mundial. Conta, atualmente, com 1.145 funcionários e cerca de 259 fornecedores ativos.
Apenas neste primeiro semestre, a produção estimada é na Mina Maracás é de 5.391 toneladas, com crescimento de mais de 50% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço produtivo se dá em função da maior disponibilidade de minério, melhorias na eficiência da mina, elevação da capacidade dos fornos rotativos e otimização dos circuitos de moagem.
“A Bahia tem um potencial mineral muito importante, e o nosso objetivo é estreitar cada vez mais essa relação com o setor produtivo, garantindo investimentos, geração de emprego e desenvolvimento para os nossos municípios”, afirmou Jerônimo Rodrigues durante o encontro, que também contou com a presença do prefeito de Maracás, Nelson Portela, que discutiu investimentos em infraestrutura, como projetos de pavimentação asfáltica no entorno de Maracás, fundamentais para dar suporte logístico e melhorar a mobilidade na região.











