
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a possibilidade de venda da participação da Novonor (Antiga Odebrecth) na Braskem ao Fundo de Investimento Petroquímica Verde, ligado ao empresário baiano Nelson Tanure. No entanto, é crescente a possibilidade de os cinco bancos credores assumirem o controle da empresa, por meio da gestora IG4 Capital, junto com a Petrobras.
A decisão do Cade foi unânime e confirmou o parecer da área técnica do órgão, que já havia indicado a possibilidade. Porém, as negociações entre Tanure e a Novonor esfriaram, e a venda das ações não foi concretizada após um período de exclusividade ao negócio. A Novonor, por meio da NSP Investimentos, detém 38,3% das ações preferenciais, mas 50,1% do capital votante (ações ordinárias). A Petrobras detém 47% da petroquímica.
De acordo com o portal InvestNews, fontes próximas aos credores afirmam que já existe um alinhamento entre Petrobras, os bancos (Itaú, Bradesco, Santander, BNDES e Banco do Brasil) e a IG4 sobre a composição de uma nova diretoria, que seria formada por executivos de mercado e com maior participação da estatal. O controle seria assumido através de transferência de ações. A dívida da petroquímica Braskem soma atualmente cerca de US$ 8,5 bilhões, e a família Odebrecht pretende ficar com uma fatia entre 3,5% e 5%.












