Cade aprova consórcio entre Engie e Angeloni para exploração de parque eólico na Bahia

Redação
02/01/2025 12:00
Foto: Divulgação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a criação de um consórcio entre a companhia elétrica Engie Brasil e o grupo catarinense Angeloni para exploração conjunta de um parque eólico Serra do Assuruá 17, em Gentio do Ouro no interior baiano. O negócio abre precedentes para que outras grandes empresas do varejo sigam o mesmo caminho, investindo em autoprodução de energia para reduzir custos operacionais e aumentar sua competitividade.

O parque faz parte do Conjunto Serra do Assuruá, que será composto por 24 parques eólicos, com 188 aerogeradores e capacidade instalada total de 846 MW. Todo o projeto está orçado em R$ 6 bilhões e é o maior em construção simultânea da América Latina, com dois blocos: sul e norte. A previsão de conclusão é para o segundo semestre de 2025. As primeiras 15 unidades geradoras iniciaram a operação comercial em agosto passado, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O negócio entre as duas empresas, no Parque Assuruá 17, foi estruturado como autoprodução de energia, modalidade na qual o consumidor da energia compra participações ou investe em uma usina junto com a geradora de energia, tornando-se um autoprodutor. O Angeloni passará a ter participação acionária neste ativo.

No processo submetido ao Cade, a Engie afirmou que a operação representa oportunidade de negócio, em linha com sua estratégia de desenvolvimento, implantação e operação de projetos de geração, especialmente de fontes renováveis.