A Braskem registrou um prejuízo de R$ 593 milhões no terceiro trimestre de 2024. Mesmo com o resultado negativo, este foi 75% menor, ante as perdas de R$ 2,4 bilhões registradas no mesmo período de 2023. No comunicado ao mercado, a petroquímica baiana informou que obteve um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de R$ 2,4 bilhões, com alta de 160% em relação ao mesmo período do ano passado e avanço de 44% na comparação com o segundo trimestre de 2024.
“Os resultados são muito positivos para a indústria química brasileira como um todo. Vale destacar ainda que, neste período, vimos a aprovação temporária da alíquota de importação no Brasil para alguns produtos químicos e petroquímicos pela CAMEX, incluindo o aumento de 12,6% para 20% no PE, PP e PVC, que fazem parte do portfólio da Braskem”, afirma Roberto Bischoff, CEO da companhia.
O aumento na Ebitda pode ser explicado pelos maiores spreads no mercado internacional, pela retomada das operações no Rio Grande do Sul e pela contínua implementação de iniciativas de preservação financeira pela companhia. Com relação ao cenário petroquímico em geral, os spreads no mercado internacional seguiram a trajetória de melhora com relação ao trimestre anterior. “Observamos a trajetória crescente em função do melhor equilíbrio entre oferta e demanda global combinada com maiores fretes marítimos, o que levou a preços elevados no mercado internacional”, afirma Bischoff.
O 3T24 contou também com a redução no saldo da dívida bruta corporativa que encerrou o trimestre em US$ 8,2 bilhões, 2% menor em relação ao 2T24. O prazo médio do endividamento corporativo foi de aproximadamente 11 anos, sendo que 65% dos vencimentos estão concentrados de 2030 em diante.
Maceió
A Braskem continua atuando, em Maceió para mitigar os efeitos da subsidência. Com a área de risco totalmente desocupada, as indenizações das famílias, comerciantes e empresários, que foram realocados de forma preventiva, estão praticamente concluídas. Até o fim de setembro, o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) apresentou 19.167 propostas de indenização, número que representa 99,9% de todas as previstas. Destas, 18.944 (98,7%) foram aceitas. A diferença entre o número de propostas apresentadas e aceitasse deve ao tempo que as famílias têm para avaliar ou pedir a reanálise dos valores. Também até setembro, 18.756 indenizações foram pagas, ou 97,8% do total esperado. Somadas aos auxílios financeiros, o valor passa de R$ 4,1 bilhões.








