
A petroquímica Braskem teve um prejuízo de R$26 milhões do terceiro trimestre, bem menos que o apresentado no mesmo período de 2024 (-R$ 592 milhões). A empresa registrou um EBITDA recorrente de R$ 818 milhões no terceiro trimestre de 2025, o que representa um aumento de 91% em relação ao 2T25. Mesmo com o melhor desempenho do trimestre, o setor ainda continua pressionado pelo ciclo prolongado de baixa.
“A Braskem permanece comprometida com a execução das iniciativas previstas em seu Programa Global de Resiliência e Transformação, com foco em superar os desafios estruturais da indústria petroquímica global e do setor químico nacional. Neste sentido, temos adotado medidas decisivas voltadas à geração sustentável de valor, com ênfase na maximização do EBITDA e na maior geração de caixa no curto e longo prazo”, afirma Roberto Ramos, CEO da companhia.
O terceiro trimestre de 2025 continuou pressionado pela volatilidade da economia global e pelo prolongado ciclo de baixa da indústria petroquímica, o que resultou em uma menor demanda de produtos. Esse cenário impactou diretamente as referências de preço internacionais, com redução, em relação ao 2T25, de 4%, 14% e 13% nos spreads de PE, PP e PVC utilizados como referência no segmento Brasil/América do Sul; e 4% no spread de PP usado como referência no segmento Estados Unidos e Europa.
No Brasil e na América do Sul, a taxa média de utilização das centrais petroquímicas foi de 65%, inferior ao trimestre passado devido à parada programada no Rio de Janeiro. E as vendas de resinas no mercado interno caíram 5%, impactadas pelo maior volume de PE importado em julho, e agosto, e pela menor demanda de PP. Já as vendas de químicos cresceram 11% no mercado doméstico e 10% nas exportações
Nos Estados Unidos e na Europa, a taxa de utilização subiu para 79%, sendo beneficiada pela recomposição de estoques nos EUA. O EBITDA recorrente foi negativo em R$ 79 milhões, em função da menor demanda nas regiões. Já no México, a primeira parada geral de manutenção da central petroquímica, concluída em julho, ainda impactou a taxa de utilização e a margem do trimestre, o que resultou em um EBITDA recorrente negativo de R$ 204 milhões.









