
A Braskem, assim como todo o setor petroquímico nacional, vem enfrentando grandes desafios em função da forte concorrência dos produtos químicos importados, que já representam quase metade do consumido pelo Brasil. O resultado é que, hoje, a taxa de utilização da capacidade nas fábricas está em torno de 65%. Mesmo com todo este cenário, a empresa petroquímica investiu R$2,65 bilhões nas suas plantas industriais na Bahia, nestes últimos três anos, sendo R$ 650 milhões apenas em 2024.
Em encontro com a imprensa, representantes da empresa apresentaram alguns números e ações relativos a este ano. O diretor Industrial da Braskem na Bahia, Carlos Alfano, destacou a importância da companhia petroquímica para o estado, onde gera 1,6 mil empregos diretos, mais de 3 mil terceirizados e renda para outros 13 mil profissionais impactados. “Contamos hoje com 40 fábricas em todo o mundo, oito delas na Bahia, que são responsáveis pela produção de mais de 5 milhões de toneladas de petroquímicos por ano, de um total de 21 milhões produzidas pela Braskem em todos os continentes”, disse.

As operações da empresa no Polo Industrial de Camaçari representam cerca de 10% de toda produção do estado e contribuem com R$ 3,5 bilhões na arrecadação de impostos, o que mostra a importância da sustentabilidade da Braskem e de todo o Polo Petroquímico para a economia baiana. “Precisamos garantir mais competitividade para a indústria química nacional, e isto só será possível com a união de todos, incluindo governos, entidades, empresas e a sociedade, pois o setor impacta em todas as outras cadeias produtivas”, lembrou Alfano.
A diretora nacional de Relações Institucionais da Braskem, Renata Bley, falou do momento desafiador e da importância da criação de um novo regime e de uma nova política para o setor químico. “São necessários mecanismos para atrair novos investimentos para toda a cadeia petroquímica, principalmente que garantam mais competitividade para a nossa indústria”, disse Bley. Ela elogiou a disposição do Governo Federal, sobretudo do Ministério de Desenvolvimento Econômico, para proporcionar um novo cenário. “Eles sabem da importância e do quanto o setor é estratégico para o País”, enfatizou.
O aumento da alíquota de importação de produtos químicos, recentemente aprovado pelo Governo, com objetivo de estimular a indústria nacional, foi uma ação importante, segundo Renata Bley. Mas, os impactos ainda não são sentidos a curto prazo. Ela também lembrou que a medida é válida por 12 meses. “Temos potencial para criar todas as condições para alavancar o setor petroquímico nacional,” disse.
SOCIAL
Durante o encontro, a gerente de Relações Institucionais, Magnólia Borges, apresentou um balanço das ações sociais e sustentáveis promovidas pela empresa. Em 2024, foram investidos, segundo ela, mais de R$ 1,3 milhão em 13 projetos sociais, com cerca de 9,2 mil pessoas beneficiadas de forma direta e indireta. As iniciativas foram realizadas em cinco municípios baianos: Camaçari, Candeias, Dias d’Ávila, Simões Filho e Salvador.
Magnólia destacou que os esforços são direcionados para projetos nas áreas de economia circular e mudanças climáticas; educação profissional e tecnológica; e inclusão social, com o objetivo de apoiar a transformação de realidades e o empoderamento das pessoas. Entre os projetos, destacam-se o Corais de Maré, que utiliza o plástico e outros produtos para recuperar corais nativos da Baía de Todos-os-Santos; o Plastitroque, que promove o descarte consciente e a reciclagem nas comunidades, e o Empreendedoras Braskem, que capacitou quase 100 mulheres para empreender.











