Brasileiros já destinam 11,5% dos gastos em compras no e-commerce, e número deve dobrar

Redação
25/03/2026 12:00
Foto: Reprodução

O valor que os brasileiros gastam online deve dobrar até 2036. De acordo com pesquisa da Ebanx, hoje, os brasileiros já destinam 11,5% dos gastos em compras no e-commerce, mais do que consumidores em países como Estados Unidos (9,1%), Holanda (9%), França (6,9%), Alemanha (6,4%) e Itália (5,4%).

De acordo com o estudo, o acesso à internet por meio de dispositivos móveis, a maior densidade dos mercados urbanos e os avanços na inclusão financeira e digital nos últimos anos são fatores que promovem o crescimento dos gastos online no Brasil. Outros países emergentes como Índia, Indonésia e Nigéria também têm registrado uma aceleração de gastos no mercado digital em comparação com alguns mercados mais desenvolvidos. 

“Os dados mostram que o consumo online em economias emergentes funciona de maneira estruturalmente diferente em relação aos mercados desenvolvidos, o que impacta diretamente a estratégia de grandes empresas do e-commerce que desejam acessar os novos consumidores digitais”, explica Estelita Hass, líder de Inteligência de Mercado do EBANX. 

PERFIL

Não basta entender o potencial de mercado de cada país, é preciso compreender os hábitos de consumo e pagamento dos consumidores. No Brasil, a classe média baixa é o grupo socioeconômico que mais contribui para o gasto online total do país, representando 34% do valor total gasto na internet. Em seguida vêm a classe média (25%) e as classes alta e média alta (25% e 12%, respectivamente).

Por faixa etária, o grupo de 45 a 65 anos lidera a participação no gasto online, respondendo por 29% do total. Depois vêm os grupos de 30 a 45 anos (25%) e 15 a 30 anos (19%). O estudo também aponta que a faixa de 65 anos ou mais terá o maior crescimento na próxima década: em 2036, 19% do gasto online total virá desse grupo, cinco pontos percentuais acima dos atuais 14%.

“Enquanto cartões de crédito dominam os pagamentos nos Estados Unidos e Inglaterra, no Brasil, eles compartilham a preferência dos consumidores com outros meios, como Pix, Boleto Bancário e carteiras digitais, principalmente no e-commerce”, diz Hass.