
O tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. O anúncio foi feito em rede social pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que começa a valer a partir de 1º de agosto, pode afetar diretamente itens como petróleo, aço, café e carne bovina.
A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”.
CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o tarifaço de Trump e afirmou que a imposição de 50% de tarifas sobre o produto brasileiro por parte dos Estados Unidos foi recebida com preocupação e surpresa. A instituição diz que não há fato econômico que justifique as taxas anunciadas pelo presidente Donald Trump. A CNI apontou, ainda, que o aumento da tarifa terá impacto na competitividade de cerca de 10 mil empresas que exportam para os Estados Unidos, mas que também diz que afetará a própria economia norte-americana.
Trump justificou a medida alegando que o Brasil mantinha tarifas e barreiras comerciais consideradas injustas, gerando um déficit comercial insustentável para os Estados Unidos, o que não é verdade. Ao longo de 16 anos,, as vendas americanas ao Brasil superaram suas importações em US$ 88,61 bilhões, o equivalente a R$ 484 bilhões na cotação atual. O presidente norte americano tem ameaçado o mundo com a imposição de tarifas comerciais, desde o início do mandato, e tem dado atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil.








