
A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975. Os dados, do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Até 2022, o Brasil nunca havia atingido a marca de 300 milhões de toneladas de grãos. Ela foi alcançada pela primeira vez em 2023, quando chegou a 316,4 milhões de toneladas. Em 2024, devido, entre outros fatores, à crise climática no Rio Grande do Sul, a produção caiu para 292,7 milhões de toneladas, mas, ainda assim, foi superior a todos os anos entre 1975 e 2022.
Os ganhos de produtividade das lavouras são fruto de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas” afirmou Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE.
Somadas, as produções de grãos no Brasil entre 2023 e 2025 chegaram a 955,23 milhões de toneladas. No primeiro triênio da gestão anterior (2019, 2020 e 2021) a produção foi de 755,28 milhões de toneladas. A diferença entre um triênio e outro, de 199,95 milhões de toneladas, é superior à produção do país em 2016, que foi de 185,89 milhões de toneladas, e de toda a produção anual do Brasil desde 1975 até 2014, ano em que foram produzidas 194,57 milhões de toneladas de grãos. O Brasil ultrapassou a marca de 200 milhões de toneladas pela primeira vez em 2015 (209,66 milhões) e, desde então, apenas em 2016 a produção ficou abaixo disso, quando fechou em 185,89 milhões de toneladas.
SOJA, MILHO, ALGODÃO, SORGO E CAFÉ – A produção nacional de soja (166,1 milhões de toneladas), milho (141,7 milhões de toneladas), algodão (9,9 milhões de toneladas), sorgo (5,4 milhões de toneladas) e café do tipo canephora (1,3 milhão de toneladas) quebrou recordes.
ÁREA COLHIDA – A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, com aumento de 3,2% (ou 2,5 milhões de hectares) frente a 2024. Contribuíram para isso os acréscimos de 5,7% na área plantada do algodão, de 11,1% para o arroz, de 3,7% para a soja, de 4,3% para o milho e de 15,6% no sorgo. Em contrapartida, houve reduções de 7,2% na área do feijão e de 18,2% na do trigo.
PRODUÇÃO DUPLICA EM 13 ANOS – A safra de 2025 teve aumento de 18,2% frente a produção de 2024. Na série histórica do IBGE, observa-se que esses 346,1 milhões de toneladas de grãos representam mais que o dobro da produção atingida em 2012 (162,0 milhões de toneladas). Ou seja: em 13 anos, a produção de grãos do país mais do que duplicou.
GANHO DE PRODUTIVIDADE – A área plantada no país, entretanto, não cresceu na mesma velocidade, variando apenas 66,8% nesse período: de 48,9 milhões de hectares em 2012 para 81,6 milhões de hectares em 2025, um ganho de produtividade. “Os ganhos de produtividade das lavouras são fruto de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”, ressalta Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE. Alfredo, observa, ainda, que o recorde de 2025 se deveu, principalmente, às performances da soja, do milho e do algodão, devido às condições climáticas bastante favoráveis, no ano.










