
Localizada no distrito de Banco do Pedro, em Ilhéus (BA), a fazenda do Instituto Biofábrica da Bahia (IBB) abriga hoje o maior centro de multiplicação de mudas de cacau do mundo. O local, que conta com 60 hectares, é responsável por distribuir mudas de diversas culturas para agricultores familiares da região. E foi, recentemente, destaque em reportagem do Globo Rural.
A Unidade tem produção contínua, em escala industrial, de genótipos de cacaueiros selecionados, resistentes a doenças e de alta produtividade. São vinte viveiros, com capacidade de produção é de até 12 milhões de mudas ano. Foi criada em 1997.

A Biofábrica da Bahia possui um dos mais modernos laboratórios de micropropagação do Brasil, além de um banco de dados e conhecimentos em protocolos técnicos e científicos certificados por órgãos renomados. Agora, a Biofábrica passa também a desenvolver experimentos de melhoramento genético e certificação. conta com parceria do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
“A biofábrica foi pensada em um momento de crise da gestão cacaueira. Em 1989, com a chegada da vassoura-de-bruxa, um grupo de produtores, cooperativas e associados idealizou uma estrutura para a produção de mudas em grande escala, com uma demanda semelhante à de uma fábrica. Por isso, chamamos de biofábrica”, afirmou Valdemir dos Santos, diretor-presidente da instituição, na reportagem do GR.

Já Sidney Alves, supervisora de produção do IBB e moradora de Banco do Pedro, a biofábrica transformou a região e foi essencial para salvar a cultura cacaueira. Ela começou na instituição realizando serviços gerais e, atualmente, trabalha ao lado de sete mulheres, ensinando como replicar mudas em laboratório.










