
A Bahia Mineração – Bamin, empresa subsidiária do Grupo ERG, anunciou a desmobilização das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL I), no trecho entre os municípios de Uruçuca e Ilhéus. A suspensão está diretamente ligada à venda da empresa, que negocia os ativos do Projeto Pedra de Ferro, estimados em mais de U$$ 1 bilhão, ou R$ 5,7 bilhões. A ferrovia é estratégica para a logística do minério produzido na mina, localizada no município de Caetité. A decisão impacta diretamente cerca de 300 trabalhadores e gera incertezas.
Segundo a empresa, em nota, até o momento, a ERG investiu R$ 784 milhões na ferrovia, desde o início da concessão em 2021. Cerca de 75% da primeira etapa já está concluída. Mesmo com a finalização do contrato, a garantia é que os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto continuarão a serem executadas.
As negociações para aquisição da Bamin se arrastam. Inicialmente, a Vale era apontada como principal interessada, através de consórcio formado com Cedro Mineração e BNDES. Em seguida, mineradora Brazil Iron, com sede no Reino Unido, também mostrou interesse e teria feito uma proposta à Eurasian Resources Group (ERG), atual controlador da Bamin. O empreendimento inclui a mina de ferro; o trecho da Ferrovia e participação no Porto Sul, em Ilhéus (BA), onde minério será escoado. Além do valor para aquisição, deverão ser necessários investimentos da ordem de R$ 25 bilhões para operação do negócio.
Fiol – Todo o projeto da Fiol possui três trechos, que totalizarão 1.527 km de extensão, ligando o futuro Porto Sul, em Ilhéus, à cidade de Figueirópolis, em Tocantins, com conexão à Ferrovia Norte-Sul. Além do minério, será um importante canal para escoamento dos grãos do oeste baiano.










