As exportações baianas registraram forte queda em janeiro, apresentando receita foi US$ 660,2 milhões (R$ 3,8 bilhões). O recuo foi de 33,8% em relação a janeiro do ano passado. Já as importações seguem crescendo, e alcançaram US$ 877,3 milhões (R$5 bilhões), com incremento de 25,7% no período, culminando em um saldo negativo na balança comercial de US$ 217 milhões, ou R$ 1,2 bilhão.
De acordo com informações analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o recuo é reflexo da queda do volume de embarques, devido principalmente à entressafra da soja, carro chefe da pauta de exportação do estado, que reduziu os embarques em 75%. Também houve redução nos embarques da celulose, dos derivados de petróleo e dos produtos químicos.
Todos os grandes setores apresentaram queda em relação ao mesmo mês de 2023. A indústria de transformação registrou variação negativa de 36%, somando US$ 240 milhões. O setor de agropecuário, puxado pelo mau desempenho da soja, teve queda de 41% nas exportações no comparativo interanual, alcançando US$ 306 milhões. Já a indústria extrativa sofreu a menor queda, de 0,8%, passando a US$ 90,7 milhões.
Já entre os produtos importados, destaque para o aumento das compras de bens intermediários, que cresceu 47,7%, puxado por fertilizantes (198%), cacau em bruto (405,8%), além de outros insumos, peças e células fotovoltaicas em painéis, que acusou crescimento de 440% no comparativo interanual. Em volume, as importações também cresceram 23,2%, principalmente dos EUA e da China.









