Bahia terá R$ 11 bilhões do FNE para financiamento de projetos empresariais em 2026

Redação
15/12/2025 12:00
Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene – Foto Elvis Aleluia/Sudene

O Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a programação de aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2026. O montante chega a R$ 52,6 bilhões, o maior já destinado, e representa aumento de 11,1% em relação ao ano anterior. A Bahia receberá o maior volume entre os estados da região, com R$ 11,09 bilhões.

A distribuição dos recursos prioriza setores estratégicos para o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida na região. A pecuária receberá R$ 12,41 bilhões; comércio e serviços, R$ 10,95 bilhões; infraestrutura, R$ 10,56 bilhões; e agricultura, R$ 10,45 bilhões. O setor industrial terá à disposição R$ 6,3 bilhões, com o turismo (R$ 1,7 bilhão), FNE Sol pessoa física (R$ 150 milhões) e Fies (R$ 32,2 milhões) complementando o quadro.

Do total, R$ 32,6 bilhões (62% da programação) serão destinados a mini, micro, pequenos e pequenos-médios empreendedores. A ideia é ampliar oportunidades para quem movimenta a base da economia regional.

A Bahia é seguida por Ceará (R$ 7,01 bilhões), Pernambuco (R$ 6,27 bilhões), Maranhão (R$ 5,57 bilhões) e Piauí (R$ 5,12 bilhões). Na sequência aparecem Rio Grande do Norte (R$ 3,70 bilhões), Paraíba (R$ 3,65 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,19 bilhões), Alagoas (R$ 2,82 bilhões) e Sergipe (R$ 2,76 bilhões). O Espírito Santo, que integra a área de atuação da Sudene com municípios do norte do estado, contará com R$ 1,32 bilhão.

O colegiado também aprovou ajustes pontuais na programação do FNE 2025. A principal novidade foi a inclusão do tema “Recaatingamento da Caatinga” nas diretrizes do FNE Verde, para ampliar a visibilidade e a orientação técnica das ações ambientais apoiadas pelo fundo.

Outra decisão importante foi a aprovação do novo marco regulatório do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que moderniza normas operacionais, acelera etapas de análise e contratação e fortalece a governança. Entre os avanços estão prazos menores, mais flexibilidade documental e contrapartidas sociais e territoriais mais claras para empresas beneficiadas.

Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, as medidas aprovadas reforçam o compromisso da Autarquia com um crescimento includente e que considera as particularidades econômicas e ambientais que caracterizam a região.