
A Bahia registrou um saldo positivo de US$ 1,81 bilhão – R$ 9, 7 bi – na balança comercial entre janeiro e novembro de 2025. O crescimento é de 108,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações baianas atingiram US$ 10,51 bilhões, ou R$ 56 bi, (-3,9%), e as importações US$ 8,70 bilhões – R$ 46 bi (-13,6%), segundo os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o desempenho das vendas externas baianas no ano esteve condicionado à evolução da demanda global e ao comportamento recorde da safra agrícola, em um ambiente de exportações menos disseminadas, fruto do aumento das incertezas no cenário econômico externo. A corrente de comércio chegou a US$ 19,22 bilhões, com queda de 8,5%, todos comparados a igual período de 2024.
A China segue como maior comprador dos produtos baianos, representando 28,6% do destino de todas as vendas do estado, com US$ 3 bilhões (R$ 16 bi). Por outro lado, os Estados Unidos representaram 28,7% das importações, ou US$ 2,5 bi (R$ 13 bi).
NOVEMBRO
Em novembro, as exportações da Bahia registraram queda de 18,7% em novembro, no comparativo interanual, alcançando US$ 839,5 milhões. O volume embarcado também pesou no desempenho negativo, com queda de 23,7% na mesma comparação. todos os setores tiveram redução de vendas. O setor agropecuário teve a menor queda (-11,8%), seguido pela indústria de transformação (-22%) e pela indústria extrativa com baixa de 42,7%.
As vendas para a China continuaram na liderança em novembro, com US$ 296,6 milhões, mas presentaram redução de 11,6%, no comparativo interanual. O Canadá continua surpreendendo e ocupou a segunda posição com vendas de US$ 125,6 milhões, 46,6% acima de igual mês de 2024, com destaque para as compras de ouro, minério de níquel, ferro ligas, derivados de cacau e pneus. As vendas aos Estados Unidos tiveram queda pelo terceiro mês consecutivo (-32,1%). No ano, até novembro, a redução é de 6,1%.
As importações somaram US$ 630,2 milhões – menor valor do ano, com queda de 20%. As compras de combustíveis permanecem em queda acentuada (-41,2%) contribuindo negativamente, pelo terceiro mês consecutivo, para o desempenho geral do mês. No ano, a redução alcança 42,5% comparado a igual período do ano anterior. Os EUA foram ultrapassados pela China como principal país fornecedor do estado, em novembro. As compras do país asiático somaram US$ 163,8 milhões no mês passado, com crescimento de 30,8% e participação de 26%.








