Agroindústrias terão R$ 546,6 bilhões em investimentos até 2029

Redação
04/12/2024 12:00
Foto: Citrus-Br

A agroindústria brasileira contará com recursos de mais de R$ 546,6 bilhões, para impulsionar cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais até 2029. São mais de R$ 296,3 bi do setor privado e R$ 250,2 bi em linhas de crédito do poder público. O objetivo é desenvolver as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética.

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula assinou decreto criando o Programa Nacional de Pesquisa e Inovação para a Agricultura Familiar e Agroecologia (PNPIAF). O Programa tem como objetivo promover ações de pesquisa e inovação voltadas para a Agricultura Familiar, com ênfase na transição agroecológica, nos territórios, na preservação dos biomas e na sustentabilidade dos agroecossistemas, contribuindo para a segurança e soberania alimentar da sociedade brasileira.

“O agronegócio brasileiro tem papel importante para garantir a segurança alimentar no mundo, e a agricultura familiar é fundamental para a produção dos alimentos que estão todos os dias em nossa mesa. A Nova Indústria Brasil, nesse sentido, alia maior coordenação das políticas de financiamento com ações de fortalecimento da nossa cadeia agroindustrial, para agregar mais valor à produção nacional, gerar emprego e aumentar ainda mais a produtividade e a sustentabilidade do nosso campo”, ressaltou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sobre os diversos atos anunciados.

Mais crédito

A cerimônia marcou a inclusão do Banco do Brasil ao Plano Mais Produção (P+P) como novo braço de financiamento da NIB, conferindo, sobretudo, maior coordenação das ações alinhadas à nova política industrial. As linhas de crédito do BB destinadas à NIB somam R$ 101 bilhões, o que elevou os recursos do P+P para R$ 507 bilhões. Além do BB, o Plano Mais Produção disponibiliza recursos por meio do BNDES (R$ 259 bi), Caixa (R$ 63 bi), Finep (R$ 51,6 bi), Banco do Nordeste (R$ 16,7 bi), Banco da Amazônia (R$ 14,4 bilhões) e Embrapii (R$ 1 bi).